Hoje fui almoçar com duas amigas. “Relacionamentos amorosos” foi o tema principal.
Nós três falando de reencontros, de relacionamentos que um dia foram intensos e que hoje, além de belas lembranças, são possíveis voltas, recaídas ou algo do genero.
Ontem, no finalzão do dia, ou melhor, da noite, eu, ainda sem sono e chegando da minha “comemoração pelo ensolarado domingo” - não faz sentido algum eu escrever “comemoração pelo Dia dos Namorados”, certo? – fui assistir a um filme que estava lá em casa.
Era “Antes do Pôr-do-Sol”.
Sei que alguns devem achá-lo lento, monótono, mas eu não: acho lindo e acredito em sua mensagem.
O reencontro de um casal que não se via há anos, após uma mal-sucedida promessa, é mostrado com tamanha delicadeza que, ao mesmo tempo que eu VIA o filme, comecei a REVER muitos momentos da vida nos quais fatalmente fui me identificando.
Eu senti que eu estava construindo um filme paralelo ao que via na televisão, me colocando no lugar da
Celine, buscando o meu
Jesse e percebendo que o tempo passa rápido demais e como deixamos de lado pessoas/histórias importantes demais por besteira, vergonha, falta de tempo ou coisa que o valha.
Histórias de recaídas como essa fazem parte da vida de todos que amam ou já amaram e é exatamente por isso que o filme faz cair uma lagriminha aqui, dá um nó na garganta ali e dá-lhe suspirar p’ra todos os lados! Ai, ai...
Bom, tanto o filme de ontem quanto as histórias que compartilhei com as minhas amigas hoje terminaram deixando no ar um suspense, uma pergunta que tenho certeza que todo o mundo que se separou de um amor se fez: “será que esse era o meu grande amor?”
Fato que falar de reencontro, de rever alguém que marcou profundamente nossas vidas nunca é fácil, ainda mais quando isso não acontece e você nem sabe explicar o porquê.
Vejo esse "reencontrar alguém" como ganhar mais uma chance.
Além disso, acredito sim no destino! Ninguém reencontra ninguém por acaso! “Será que isso não é óbvio?”, me pergunto. Não, não é mesmo. Dependendo do final dos nossos “filmes” do passado, pode ficar muito difícil acreditar que pode dar certo
again, que pode ser de verdade dessa vez, que pode ser bom e duradouro.
Algumas pessoas podem mesmo achar que “figurinha repetida não completa álbum”, mas a verdade é que, enquanto a relação não se esgota, a recaída pode ser muito mais que uma noite juntos, uma dança, um olhar. As pessoas têm a chance de se redescobrir, perceber o que deu errado e, principalmente, se unir para reciclar sentimentos e apagar mágoas.
Sem dúvida alguma, sem pé atrás, sem pensar em prós e contras, um coisa eu digo: a melhor parte do rever é olhar para o outro e sentir que o sentimento ainda está todo lá!
Mas, peraí! Que isso?! Se o sentimento ainda está todo “lá”, por que não tentar? Sair correndo p’ro abraço como se fosse o primeiro, beijar sem pressa, observar o outro como se tudo fosse eterno, sentir calor, cheiro, pele...
Eu sou sempre a favor da conversa, da tentativa, da declaração, nem que sejam as últimas nem que sejam só p’ra aliviar um coração apertado de dúvidas.
Penso - pode até ser coisa de menina boba! - que o amor aparece p’ra gente de diversas formas o tempo todo, mas como diz Arthur da Távola em uma de suas crônicas, “ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é” e por isso acredito sim(!!!) em reencontros de verdade.