Friday, July 18, 2008
Unilateral Agreement
Shakespeare disse que “jornadas acabam quando amantes se encontram”... Que pensamento extraordinario!
Sou alguem que acredita no amor.
Acredito no amor mais do que um ser humano mediano, mais do que uma pessoa “normal” deveria.
Constantemente sou pega de surpresa com o poder desse sentimento – fazer nossas vidas brilharem, mudar o rumo, trazer vida onde havia apenas escuridao.
Bom, tambem dizem que Shakespeare criou a frase “O amor eh cego!”. Eu, numa contradicao horrenda, acredito com todas as minhas forcas nisso.
Por algo um tanto quanto inexplicavel, o amor cresce para alguns enquanto que para outros, o amor eh simplesmente perdido, some do mapa, nao aparece.
Obviamente nada que nao possa ser recuperado, nem que seja por uma noite apenas... E ai, ha outro tipo de amor: um amor cruel. Aquele amor que acaba matando quase todas as suas vitimas, o amor platonico.
E sobre este, garanto, eu posso falar.
A maioria das historias de amor sao sobre pessoas que se apaixonaram e viveram felizes para sempre.
Mas e o resto?
E as historias daqueles que se apaixonaram por alguem e o sentimento nao foi reciproco?
Aqueles que sao vitimas de um affair unilateral, um amor que nao recebe de volta, se esforca a toa...
Dentre todas as categorias de amantes, estes sao os amaldicoados.
Sao os nao-amados, os que andam por ai com uma ferida exposta – e como doi!!! – um vazio, perguntas sem respostas, desejos sem remedio.
Os aleijados sem a vantagem do lugar garantido no estacionamento do shopping.
Acredite: ha muitos individuos como estes por ai!
Posso garantir que ja vivi e conheco muitos que ja viveram o infortunio de se apaixonarem por alguem, dedicarem anos de suas vidas, esperando, esperando... em vao.
Os piores anos, aniversarios, as piores festas de Natal, de Reveillon.
Os dias mais frios, escuros e sombrios.
E tudo porque a maldicao do amor, um amor errado, fora de hora, perdido no tempo e no espaco, caiu sobre eles.
Ai meu Deus, e eh so sentir aquela presenca, ve-lo caminhar, chegando cada vez mais perto... coracao a mil, pesado!
Garganta seca! Simplesmente nao engole a saliva pois nao ha saliva!
Todos aqueles sintomas, muito comuns aos amantes unilaterais, se eh que voce me entende...
Eu entendo quem se sente tao pequeno, tao insignificante – chegando quase ao humanamente impossivel!
E entendo tambem como isso pode fazer com que uma dor forte, fininha, apareca em lugares que voce nem sabia que existiam no seu corpo.
Nao importa quantos novos pares de sapatos voce compre ou cortes de cabelo voce faca.
Nao importa se voce perdeu 30kgs, ou quantos copos de Merlot voce bebeu com as suas amigas...
Voce vai chegar em casa e ir para cama pensando em cada detalhe – “por que nao deu certo? O que ficou mal-entendido? Por que? Por que?” – e como voce, inocentemente, pensava ser uma pessoa feliz.
E as vezes voce vai ate se convencer de que ele(a) vai voltar, perceber que errou e, como num filme ou final de Sex & The City, voces, subitamente, se encontrarao e todos os problemas desaparecerao e so o amor prevalecera.
Mas, nao...
Cabera a VOCE buscar a mudanca.
Ate o dia em que voce mudara o rumo de sua vida, encontrara pessoas que a(o) facam acreditar que tudo vale a pena, que o amor – bilateral, dessa vez, por favor! – existe sim e que aquele feitico, maldicao, seja la o que for, expirou!
E, finalmente, todos os pedacinhos da sua alma farao as pazes, o seu coracao ganhara cor e calor e voce, ninguem mais, so voce, vira a tona.
Ps: Como fazer com que os pedacinhos da sua alma facam as pazes? Olha, isso eh historia p’ra outro post... ;-)
Friday, March 14, 2008
Ao Meu Primeiro Amor.
“P’ra comecar”
Eu escrevo, voce le.
Eu falo, voce cala.
Eu escancaro, voce disfarca.
Eu aceito, voce ignora.
Eu ligo, voce atende.
Eu me abro, voce so se fecha.
Eu digo que vou, voce diz que agora nao da.
Eu sou, voce nao aceita.
O que eh que eu faco?
Ah, cansei...
“Sono”
E quando eu acordo voce nunca esta mas eh so eu resolver dormir que voce aparece... tao perto, tao longe!
E quando eu penso que foi, acabou, voce liga e fala. E fala sem parar!
Num tom de quem nunca nos esqueceu, num tom de certeza, seguranca que me faz deixa boquiaberta.
E como voce conseguiu segurar isso - tudo isso!!! - por tanto tempo, menino?
“WALK ON” (Can't leave behind)
Quando eu quero namorar, voce quer Carnaval em Salvador.
Quando eu quero praia, voce vem com as montanhas.
Quando quero Reveillon em familia, voce quer Floripa.
Quando eu quero cinema, voce quer dormir.
Quando eu quero sushi, voce escolhe churrasco.
Quando eu quero voce, voce nao me quer...
A gente nao se acerta mesmo, menino.
Agora quem quer eh voce, mas nao dah p’ra ser tao perto.
Voce gosta de mim, mas nada fara alem de declarar o sentimento. (Agora nao, certo?)
Voce nao quer me perder, mas tambem nao faz nada para me segurar.
Assim fica dificil, menino...
Tenho um coracao soh.
Um coracao que nao aceita reservas, nao sou restaurante!
Um coracao que eh livre para um amor sem data p’ra vencer, sem “daqui ha pouco a gente se encontra”.
Um coracao que tanto ja foi seu.
So seu, menino.
Pedir p’ra esperar, pedir p’ra nao viver o presente porque o futuro promete?
Faz sentido p’ra voce?
E se eu me apaixonar de verdade?
E se eu resolver mudar minha vida, ser de outro de verdade?
Ah, menino... essa vaga ja foi sua, guardei seu lugar por tantos anos! Nao era de mais ninguem, nao deixei ser!
Sobre o futuro ninguem sabe, so sei que hoje, nosso amor virou recordacao, memoria linda e que sera p’ra sempre lembrada com o primeiro amor de nossas vidas.
Fica bem, meu primeiro amor.
Eu so quero que voce saiba que eu estou pensando em voce.
Sempre feliz.
“E se?”
E se eu, com malas nas maos, aparecesse por ai?
E se eu desistisse de ser “Administradora de Empresas” e decidisse ser “Sua”?
Acho que a gente ainda nao se acertou... sera que um dia isso vai acontecer?
Tem tanta gente por ai, tanta “possibilidade” andando p’ra cima e p’ra baixo e a unica pessoa que nao me sai do pensamento eh voce.
Por que?
Ja me perguntei, ja cansei de me perguntar e nao achar resposta.
Nao saber porque sinto tanto, nao saber porque sinto...
O que voce fez comigo, menino?
O que te fez ficar aqui dentro ontem, hoje, ... ?
acha ou tem certeza?
Achei sim, achei que tivesse bola de cristal, cartas, ‘feeling’ e tudo mais que usam por ai p’ra dizer que o nosso dia vai ser otimo ou que algo de ruim esta para acontecer.
Estou decepcionada com o meu talento para “Mae Dinah”!
Acordei com um sonho.
Achei sim, achei que fosse de verdade. Que tudo tinha acontecido como previsto – voce ai e eu do seu ladinho. Tolo engano...
Estou decepcionada com o meu sonho! Abrir os olhos e ver que nao era verdade... ah, assim nao vale!
Lembrei de uma historia que me fazia sentir esperanca, achar que ‘X’ era igual a ‘2’.
Achei sim, achei que ‘X’ fosse igual a ‘2’ e que esse ‘2’ eramos nos dois!
Estou decepcionada com a minha confusao ao descobrir que esse ‘2’ eh formado por outro ‘dois’... (mas disso ja desisti mesmo, equacoes nunca foram o meu forte!)
Decepcao nao mata, acredito eu.
Chega de "achar".
Eh hora de voltar ao trabalho – que enfileirado me aguarda! – e viver a realidade...
Wednesday, January 23, 2008
Nao.
Nao quero ser amiga, jamais serei so amante.
Nao quero muito, mas tambem nao quero pouco.
Nao te quero longe, nao sei se te quero perto.
Nao te quero p’ra sempre, nao quero nao te ter p’ra mim.
Nao admito, mas nao nego.
Nao aceito e rejeitar esta fora de cogitacao!
Nao comeco, mas nao, nem em pensamento, eu termino...
Nao quero sua liberdade, mas nao decretaria sua prisao.
Ate que o tempo deixe de ser cruel...
Ate que o tempo entenda que doi. E como doi!
Ate que o tempo – ou o destino, chame como quiser! – defina suas prioridades, as nossas prioridades...
Ate que o tempo, ou destino, seque o oceano que nos separa...
Ate que o tempo, como diria Pessoa, acerte nossas distancias.
Ate que eu seja uma e sua e p’ra sempre.
Nao, eu nao vou querer nada ate que o tempo nos entenda.
Friday, January 18, 2008
... e que venha 2008!
Ceu estrelado ou tempo nublado.
Abraco de irma ou filhotinho estabanado.
Familia enorme ou rostos desconhecidos.
Praia infinita ou piscina de crianca!
Doce de leite ou queijo minas.
Multidao ou solidao.
Um amor ou um desejo.
Musica boa ou musica brega.
Lua prateada ou sol dourado.
Dancar ou dormir!
Banho quentinho ou cachoeira gelada!
Beijo na boca ou aperto de mao.
Cartao de despedida ou cartao de boas vindas.
Aeroporto ou navio.
Perto ou longe.
Banana ou chocolate.
Menina ou menino.
Viajar ou edredom!
Uma piada ou um amigo.
Oi! ou Tchau!
Correr com piririri ou correr p’ra o abraco.
Largada ou chegada.
Inicio ou fim.
P’ro Nordeste ou p’ra Tailandia.
Esporte ou ocio.
Sem nocao ou todo certinho!
Um amor ou todos eles!
Fazer um filme ou assistir o filme de outros.
Dar o melhor ou esperar que o melhor seja entregue.
Mengo ou Nense, Vascao ou Fogao.
Forro ou Axe.
Hip Hop ou Opera.
Sushi ou churrasco.
Caminhar ou correr.
Yoga ou kick-boxing.
Valsa ou maxixe.
Camarao ou barata.
Telefone ou cartinha.
Bolsa ou bolso.
Borboletas ou mosquitos.
Jazz ou Blues – ou os dois juntos!
Capim limao ou limonada.
Gordinho ou magrinho!
Coracao ou razao.
Uniao ou individualidade.
Computador ou lapis de cor!
Cabelo rosa ou cabeca raspada.
Colecao de sapatos ou um par de Havaianas.
Biquini ou maio.
Celular ou paz – rs...
Agua ou vodka.
Gelo ou sopa!
Abracar ou agarrar.
Olho azul ou olho marrom.
Ansiedade ou meditacao.
Parque Lage ou Jardim Botanico.
Francesinha ou vermelhao sangue – essa eh so p’ras meninas!
Vitima ou culpado.
Tradicao ou rebeliao!
Anarquia ou monarquia.
Bangu ou Islandia.
Friends ou Sex and The City.
A voz que arrepia ou a voz que irrita.
Formatura ou ... mais um ano?!
Mudar de trabalho ou abrir uma empresa.
Conversar ou discutir.
Carioca ou palista.
Ficar noiva ou morar junto.
Querer ou fazer.
Chegar ou sair.
Um Dolar ou um Euro.
Carinho ou carencia.
Ser fiel ou ser um ‘gaaaaame’! rs...
Ter um filho ou plantar uma sementinha de feijao no algodao.
Telefonar ou escrever.
Suco ou refrigerante.
Calma ou agitada.
Fazer escolhas ciente de que o principal objetivo eh ter um ano novo inesquecivel!
Amem!
Wednesday, January 16, 2008
Stay, U2. (Mas tambem pode ser “Com licenca!”)
E quando tudo aconteceu, mal respirei, mal segurei a lagrima que - de emocao - cismava em correr pelo cantinho do olho.
Acho que ele nao percebeu...
Depois de tanto tempo, tudo de novo.
Depois de tanta energia guardada, enfurnada num espaco perdido aqui dentro... aconteceu.
Ele ali, me olhando.
Os olhos que so ele tem, os olhos que falam comigo, a cada piscadinha.
Ele ali, meu.
O toque que me fez voltar no tempo, tempo bom, bom demais.
Eu nao acreditava...
Mas agora ele ‘ta longe, ne?
Foi p’ra longe e nao volta... nao hoje, nao amanha, nao agora.
Ah, se eu pudesse ficar mais uma noite... nao deixaria voce ir embora nunca mais.
Porta que fecha, carro que some no escuro, voz que desaparece, perfume na roupa que sai na manha seguinte: nao, nada disso!
Se eu pudesse ficar, essa noite nao seria suficiente.
E la esta ele - tao longe, tao perto.
Eu posso ir a qualquer lugar – “Miami, New Orleans, London, Belfast and Berlin…”
E se voce me ouvir, vou ligar.
E se voce me segurar, eu vou ficar.
Sou sua – seria tao dificil de entender?
Com voce, eu posso ir a qualquer lugar...
“Miami, New Orleans...”
Wednesday, October 24, 2007
Uma Reza de Menina
Nao peco muito nem peco pouco: peco o essencial, para que ao final de tudo eu possa ter certeza de que feliz eu fui.
Que a vida me apresente surpresas das mais diversas formas e que eu as receba sem medo ou ansiedade, pressa ou preconceitos.
Que a familia seja sempre calorosa, grande, ruidosa e unida.
E que, um dia, eu possa construir a minha familia, deixar minhas gotinhas de esperanca p’ro mundo.
Um amor que seja unico.
Que seja conto de fadas, eterno namoro, um bom encontro de dois.
Duas almas amigas, que saibam respeitar silencio e espaco, entendendo e aceitando diferencas.
E que esse amor seja vermelho paixao!
Que a feminilidade que comigo trago seja sempre suave e sadia, vida delicada e doce.
Que meus olhos, ouvidos e coracao estejam fechados a maldade, a inveja, a corruptas palavras e ideais!
E que, ao cair, eu possa saiba me reerguer – sempre! – sem vergonha, com toda a dignidade a mim concedida.
(Afinal, o que seria da vida sem os REcomecos?!)
Que as palavras ditas sejam sinceras.
E que da minha boca nao saiam mal, magoa ou ofensa.
Sorte.
Deixo que o destino se encarregue da minha sorte!
E que eu caminhe protegida e certa de que sou maior do que todo mal que por ai ainda encontre.
Amem!
Monday, October 22, 2007
Domingo.
Eu gosto de estar sozinha, quieta.
Sempre aproveitei esse tempo p’ra ler besteira e coisa seria, rever pensamentos, revisitar as memorias mais (in)validas, sentir saudades, pensar nas pessoas que estao la – que estao ai... - olhar p’ro teto, fazer nada ou fazer tudo, arrumar gaveta, me emocionar com bilhetinho velho, cartao de amor que acabou (amor acaba?) e por ai vai...
Eu nunca imaginei que um colo faria tanta falta, eu nunca imaginei que precisaria tanto d’um colo p’ra chorar, questionar, relaxar ou sorrir.
E logo eu, que sempre me senti tao auto-suficiente desde que o destino me levou p’ra longe...
E agora, quando eu fico sozinha, eh so nesse colo que eu penso, os dias ficam vazios – mesmo que com um milhao de emails a espera de resposta, mesmo que o barulho no escritorio seja insuportavel.
E quando eu vou dormir sinto que algo ficou faltando durante aquele dia.
Alguem...
Era ele, o dono do colo, era ele.
Ele que nao esta onde deveria estar, ele que nao desarrumou aquele outro lado da cama, que nao desfez a ordem das trezentas almofadas do sofa.
Ele que acordou no meio da noite, me acordou no meio da noite...
Ele que trouxe uma florzinha arrancada do meu proprio jardim e fez meu coracao derreter.
Ele que nao roubou o controle ja tao acostumado com a minha mao, que sem graca!
Ele que sentiu que era de verdade, que encontrei por “acaso” e que fez meu coracao disparar.
Ele que escreve e fala e fala e escreve e nao conclui pensamento nenhum...
Ele que eu quero tanto.
Domingo foi dia de pensar.
(E como eu odeio Domingos!)
Nao da p’ra entender, nem eu mesma vejo sentido.
Logo eu, que sempre gostei tanto de ficar sozinha...
Thursday, October 11, 2007
amor-tentativa?!?
Dificil eh atrair esse alguem, mante-lo e saber renovar a forca – seria o tal do amor? – que mantem a relacao viva.
Nao eh preciso mudar, inventar jogo(s), dizer que gosta de abacaxi quando, na verdade, ama maca.
Nao eh preciso fingir que sabe-se sobre tudo ou vestir-se desconfortavelmente linda, nao eh preciso opinar sobre politica – ainda mais quando politica eh um dos assuntos que menos domina e mais abomina!
Tem vergonha dos meus erros?
Gosta dos meus defeitos?
Nao sabe? Pergunte, oras!
Voce sempre vai ter aqueles 50% de chances a seu favor...
Curiosidade que faz querer descobrir a pessoa que te acorda com a bochecha colada a sua boca, esperando o beijo de bom dia, curiosidade que faz querer saber – aos poucos e devagar, pois caso contrario vira obsessao! – sobre o passado, experiencias vividas, amores que nao foram, amores que foram... e foram embora.
Conhecer alguem eh tao bom quanto ler um livro que te faz sentir-se parte da historia – so que, quando esse alguem eh “O” alguem, a gente nao quer que o “livro” tenha fim, o mocinho vai ficar com a mocinha e as paginas serao infinitas – e brancas, limpidas, esperando uma linda historia ser escrita.
Querer ter uma testemunha p’ra vida toda, tentar amar, tentar ser amado: nada eh mais valido!
Agora, saber que poderia mas nao pode, saber que entregaria corpo e alma mas nao entregar – que triste esse destino!
Abafar alguem que poderia ter sido, que poderia ter feito A diferenca, alguem que por motivos que o outro talvez desconheca, nao foi, ficou travado, com medo, uma historia que seria linda mas nao teve nem inicio, nem fim...
Triste um amor que nao ultrapassou a barreira do peito, que nao virou voz, toque ou olhar.
Triste.
Sou a favor da conversa e da exposicao do sentimento, mesmo que a reciproca – ja ate sabida, por muitas vezes – nao seja verdadeira, mesmo que nao passe de um desabafo.
Sou a favor do bilhete escondido no terno dele ou naquela parte da frente da bolsa dela.
E do perfume espirrado no travesseiro, do jantar a luz de velas no meio da semana, da simples pizza e TV, no colo do outro, conversas longas sobre tudo e silencios compartilhados com a maior naturalidade do mundo...
Sou a favor de um coracao exposto, sem medo de tentar – medo da decepcao todos temos e teremos mas ela nunca deixara de existir por causa disso, entao...
Sou amiga dos que amam e dos que desejam amar e assim vamos vivendo: acreditando que esse ja tao conceituado 'amor' existe e que doce seja o destino de todos os perdidos, derretidos, diluidos em...
AMOR.
Thursday, September 20, 2007
Que um dia...
E de que adianta se o sentimento ficou preso, se o que ela tinha la dentro nao fez diferenca p’ra ninguem? (P’ro alguem que ela tanto queria…)
E de que adianta se ele nao levou a serio, se nao passou de brincadeira, se foi uma tentativa de adolescente, um primeiro passo p’ra – ai sim! – comecar a entender do que se trata amar?
De nada, de nada adianta.
(Nao mais... nao mais?)
Olhar p’ra tras e nao querer lembrar – porque lembrar tambem machuca!
E se lembrar, sentir o coracao rachar, doer, arrepender, querer possuir maquina do tempo, correr atras e dizer bem alto “Volta!”...
L’amour!
O amor tem dessas coisas: nao ha dor maior, nao ha maior prazer.
Essa antitese que mora aqui dentro, que mora ai dentro...
******
E ela esperou, esperou, esperou.
Uma a segunda chance p’ra tentar convencer e reconquistar o espaco naquele peito, no colo tao perfeito – ou p’ra acabar com tudo de uma vez por todas!
So nao suportaria mais a pseudo-indiferenca que ambos criaram – p’ra evitar a dor da distancia, da saudade, da possibilidade tao impossivel...
So que ele era unico e quando (e sempre) comparado aos demais, sempre vencia.
Mas nao, nao se tratava de luta, aposta ou disputa, so de amor.
Daqueles que mesmo depois do ultimo beijo – tempos atras, no meio de tanta gente... – voce ainda sente o gosto.
Daqueles que mesmo longe esta perto, o calor eh o mesmo.
Daqueles que vale a pena a dor, a espera, a abstinencia de outras bocas, outros corpos...
E ela seguia, acreditando que um dia...
Wednesday, September 19, 2007
Eu vi...
... E quem diria? Ainda da p’ra acreditar no amor!
Eu, que nunca deixei de acreditar, o vi de perto, muito pertinho.
Fui testemunha de um amor, de muito amor de uma so vez.
Eu vi esse amor verdadeiro, amor puro, sem data de vencimento, amor sem motivo, justificativa, amor por amor, por encontro, por destino, conjuncao estelar, cupido espertinho, chame como quiser... era amor – eh amor!
Quase uma magica, quase uma celebridade, ser mitologico, musa inspiradora, gente importante, so que ao inves de palpavel ou visivel, eh puro sentimento, sentimento unico, indefinivel, sentimento ilimitado.
Tudo que a gente passa a vida inteira procurando eh isso: amor de verdade.
Um, dois, tres, dez, mil!
Quanto mais melhor!
E nao eh do amor de um outro ser que falo, amor por aquela tal “testemunha” p’ras nossas vidas, mas sim de um amor irradiado por pessoas que a gente mal conheceu, so olhou no olho, mas nunca conversou.
Um amor que nos rodeia sem que o procuremos, amor de boas pessoas, de coracoes pulsando no mesmo ritmo, numa so melodia.
Amor que enfrenta tudo, que te faz melhor, que soma.
Amor que renova, que da certeza, acende luzinha la dentro.
Amor que a cada dia nao muda, continua o mesmo e isso eh que o faz tao especial – eh o mesmo amor, a forca, intensidade sem forcar, sem cobrar.
Eh seu e ponto!
Apenas quem ama – ou amou – vai entender... eu amei, eu amo e ainda quero amar mais.
E como eu sei que eh ou que foi amor?
Isso nao vem escrito em bula, nao tem email de confirmacao, ligacao ou bilhetinho na geladeira: ele esta ali, voce simplesmente sabe, voce sente.
E se nao for amor, que nao seja nada, porque amor de verdade eh um so!
Nao eh “mais ou menos”, nao eh “so hoje, amanha nao”, eh p’ra sempre, eh estavel e calmo como o mar pela manha, como acordar no formato do outro, como olhar p’ro lado e encontrar um alguem que de nada precisa, so precisa existir.
Isso eh amor.
E eu vi de perto...
Monday, August 27, 2007
Meu resumo.
Liberdade.
Uma verdade, um carinho, muitas vontades e muita preguica.
Minha familia, uma irma chamada Piu e duas primas... tres irmas!
Um amor, o amor, aquele amor, o seu amor – sua, sou sua.
Um colo p’ra descansar, tres filhos bagunceiros e falantes.
Um cachorro, dois cachorros, tres cachorros – um p’ra cada filho.
Um abraco, companhias, sorriso, gargalhadas.
Dirigir no Elevado do Joa depois da noite mais surpreendente. E rir sozinha...
Uma viagem com os melhores, os p’ra sempre. E depois, de presente, lembrancas eternas...
Sentir vergonha. Mas so depois de ja ter feito!
Casual e formal. Tudo junto.
Uma mae Maria. Ela ensina, inspira, torce. Minha estrela.
Alguem p’ra admirar, inspirar, desejar.
Ter que cumprir um deadline. P’ra ontem!
Ter uma necessarie lotada de coisas que eu nunca uso.
Fingir que nao conheco, desconfiar de besteirinhas, evitar roupa preta na sexta-feira.
Tropecar e rir sozinha.
Chocolate, ovo de Pascoa, brigadeiro de colher.
Fazer escolhas, observar pessoas, nao julgar.
Fotos, muitas fotos e um mundo inteiro ainda esperando p’ra ser fotografado.
Um filme, lagrimas, lembrancas, esperanca...
Jeans, uma seda, a minha pintinha secreta!
Orgulho, conquistas, coragem. Peito e mente: abertos, es-can-ca-ra-dos!
Voltar no lugar, reviver o primeiro beijo, rever o primeiro amor.
Um show na praia, um astral unico.
Sorte, que sorte!
Secar so a franja, me maquiar no transito.
Adrenalina, suspense, pressao e... deu certo! No final, tudo da certo...
Beijo no pescoco, beijo na bocheca, como eu amo beijo na bochecha!
Uma avo, muitas historias.
Correr e suar ou elegantemente caminhar sobre um salto 15.
Uma praia, aquela praia, um encontro, por-do-sol, noite.
E acordar abracado, um no formato do outro.
Uma testemunha – p’ra a vida toda.
Uma amiga p’ra sempre, um amigo-irmao.
A carta que guardei, o email que nao foi, o telefonema que nao aconteceu. Medo?!
Um dia, uma semana, aquele ano... que ano!
Paciencia, respiracao, muita ansiedade.
Rever alguem. Sentir os mini-terremotos internos.
Dancar, dancar, dancar. Ate doer o pe, ate acenderem a luz, ate a festa acabar.
Festa de aniversario, presente, um brinde, presencas.
Pedidos e realizacoes. Realizacoes e agradecimentos.
Um coracao com tempo p’ro meu.
Quem fui ontem, quem quero ser amanha.
Um casamento... na praia.
Salada de frutas de sobremesa.
Mate com limao nas veias ao inves de sangue!
Mudar as folhas mas manter as raizes intactas.
Achei um bilhetinho, recebi flores no escritorio e, de repente, um e-mail p’ra deixar o meu dia mais colorido.
Trabalhar demais, procurar ser melhor sempre. E conseguir.
Chutar o balde, perder a linha – E por que nao?!
Um segredo, um medo, uma vergonha.
Ser vaidosa, mil creminhos & maquiagem, ser fresca... mas so ½ hora por dia!
Estacionar o carro e esquecer do lugar.
A voz que te faz suspirar, que te faz ter A certeza.
Roupa branca no Reveillon, flores p’ra Yemanja, as uvas e as ondas.
Aceitar desculpas, pedir perdao, correr atras, saber ouvir o nao e entender.
Um album de lembrancas lindo mas que nao existe – esta todo registrado no peito.
O que me teve, o que nao vai me ter... porque nao quer, porque eu nao quero.
Papel e caneta, maos a obra!
Dividir sobremesa, jamais!
Adotar – crianca, cachorro, amigo, irmao, plantinha.
Chorar por todos que se foram. E chorar. E chorar...
Doar o que nao faltara – amor.
Uma noite inesquecivel, uma inconsequencia que fez tanto sentido...
Te criar, te moldar ao meu gosto, te inventei!
Aquele me perdeu, aquele que me magoou. Passados...
Um improviso, Rock’n Roll de menina.
Um amigo cantor, todo cheio de chaaaaaarme...
Um amigo mais velho, mais experiente. E liiiindo...
Ressaca, agua de coco e oculos escuros.
Amadurecer, mas devagar, nao ha pressa!
Fingir que odiou o “fiu-fiu” na rua mas no fundo a-d-o-r-a-r.
Ser madrinha de um casamento, ser um cupido perfeito.
Um amigo que mora na China. Um irmao que mora na China.
Um estrela, um infinito; ambos atras da orelha.
Misterio, um rosto sem nome, uma noite sem comparacoes.
Calcinha colorida e grande, pijama de coracao, cabelo baguncado.
Dia dos Namorados sozinha, Dia dos Namorados acompanhada.
O tal do certo so que na hora errada.
O tal do certo nao hora certa. Ih, achei...
Colecao de sapatos, vicio.
Uma festa a fantasia, uma festa da Tequila.
Um coque no cabelo, oculos de leitura bege e ele apareceu... aqui dentro.
Amar o que ele tem de melhor. Amar o que ele tem, seja la o que for.
O pior e o melhor, o doce e o amargo – experimentar nao eh pecado.
Entrar em casa e tirar a sandalia p’ra nao fazer barulho no corredor.
Protecao divina, corpo fechado, reza forte!
Um coracao partido, um fantasma, uma superacao.
Ansiedade, aeroportos, “ta chegando!”, pousou!
Carnaval, uma amiga Mari, sol, abadas coloridos e energia positiva.
... E em trio, um encontro e uma festa – p’ra dois convidados.
Certezas, valores, delicadeza, boa vontade.
Tintas e telas a postos. Pintando o sete, o oito, o nove...
Pre, night, pos, Guanabara, cafe da manha no Gavea, praia! E ai sim, dormir...
Cama sem travesseiro, rabo-de-cavalo.
Vestido e chinelinho. E ta otimo!
Rio de Janeiro...
Casa.
Vida.
Olhar p’ra tras, lembrar de tudo isso e sentir orgulho.
Friday, August 17, 2007
Furacao – La fora, aqui dentro.
Acordei.
Na TV e no radio, nas bocas e nas rodas de conversa, um so assunto: um furacao se aproxima da ilha!
Um furacao daqueles, intenso, com forca destruidora.
Medo? Sim, eu senti medo.
Eu sinto medo.
Mas essa nao esta sendo a unica vez nao...
Eu senti medo quando eles se separaram, quando ficamos nos duas, pequenas e confusas, em meio a tudo... ou melhor, a nada.
Eu senti medo quando vi que ela tambem sofria por amor. Logo ela, meu exemplo, meu espelho.
Eu senti medo quando tive que encarar alguem que me fez sofrer, fez a familia sofrer. Eu tive que olhar no olho...
Eu senti medo quando ele se foi. Fez a curva e eu nao pude mais ver. Um dia a gente se ‘esbarra’ de novo, querido...
Eu senti medo quando percebi que talvez aquele fosse o ultimo beijo, o ultimo toque, suor, bocas.
Eu senti medo quando nao te vi mais, quando o elevador desceu, quando o corredor ficou vazio.
Eu e voce.
Eu sem voce...
Eu senti medo quando dei as costas, quando entrei no aviao.
Eu senti medo, muito medo, quando entrei, pela primeira vez, na MINHA casa. MINHA. Eu nunca tinha tido uma casa so MINHA...
Eu senti medo quando percebi que “Bom dia!” aqui nao funcionaria, so o “G’morning!”...
Eu senti medo quando percebi que deixei p'ra tras familia e amigos. Medo de nao voltar a ver, medo do distanciamento, da saudade.
Eu senti medo quando me senti sozinha. Completamente sozinha...
Medo. Sim, eu ja senti muito medo.
Maior do que o que o furacao trouxe hoje, muito maior do que divulgaram o Canal do Tempo e o Recursos Humanos da empresa.
Eu ja senti a forca de um furacao no peito.
E doi...
Tuesday, August 14, 2007
Ele...
... E mulher eh um bichinho complicado, admito!
Quando ele estava la, todinho p’ra ela, ela virava as costas, fazia pouco caso e chegava ate a falar mal!
Ela foi embora, desistiu daquele mundinho – e ele ficou p’ra tras.
Aaaah, mulheres!
Hoje ela esta longe, bem longe. Outro pais, outra casa, outros amigos, outro cotidiano, outra vida...
Ele ficou p’ra tras.
Mas, de repente, sem mais nem menos, ela lembrou dele. Precisava tanto dele agora, mas taaaaanto!
“E agora?”
E agora que voce resolveu trabalhar em casa – bitch! – nesse tal de “home office” e nao tem mais o queridinho Help Desk p’ra ligar nao!
“Ah, se eu tivesse uma maquina do tempo...”
Continho dedicado a LYLAS
;-)
Tuesday, July 17, 2007
Compatibilidade
Seria educacao? Cultura? Gosto musical? Habito alimentar? Mesmo grupo de amigos ou jeito de vestir?
Ele ama falar alto e eu odeio isso com toda a forca do meu ser: sera que ja nao deu certo, sem ao menos tentarmos encontrar um meio-termo!? Hmmm...
Eu tenho amor por Vogue, W, Cosmo... ele acha que eu gasto dinheiro a toa. – Eu nao posso querer relaxar na beira da piscina lendo sobre as futilidades da vida!? Hmmm...
Deus me livre ser igual ao outro, nao ter diferenca, nao poder enxergar atraves de outros olhos, outros pontos de vista! Quero mais eh que sejam muito diferentes de mim! Adoro quando a pergunta “Nao eh que eh mesmo!?! Hmmm...” aparece!
Amigos, amores... cada um trazendo uma novidade, um presentinho a cada dia. Seria essa diversidade uma riqueza? Eu acho que sim...
Ser compativel, ao meu ver, eh perceber a diferenca no outro porem respeita-la.
Respeita-la por amor, por admiracao, por – ate! – curiosidade.
Nao que eu va deixar moral e bons modos em casa e passar a admirar gente rouba a gente ou que come de boca aberta, por favor, nao eh isso!
Mas so acho que nao estamos aqui para mudarmos os outros. Podemos aprender tanto com o que nao nos eh comum...
Estive pensando...
Friday, June 15, 2007
Subject: Saudade x Crescer
Recebi um e-mail da minha melhor amiga com a seguinte frase “Acho que não é só a saudade que doi... o que doi mesmo é crescer...”.
Pensei tanto nessa frase que, por menor que seja, me fez viajar a lugares tao conhecidos: visitei colos que nem sei se vazios estao mais, abracei corpos que tao longe de mim ficaram. Senti o gosto do sorvete preferido, senti a areia daquela praia nos meus pés...
A gente cresce. E tudo passa tao rapido...
Mas, voltando a frase da minha amiga, ela tem razao: crescer eh dificil sim. E machuca...
Exige coragem, forca e um absurdo desprendimento do que eramos “antes” – e isso eh tao complicado...
A gente cresce quando viaja, a gente cresce quando ouve um cara mais velho falar – ou um mais novo mesmo.
A gente cresce quando observa, quando julga – e como a gente tem mania de julgar, Meu Deus! – quando cai e quando levanta.
A gente cresce quando ama, quando sonha e ate quando nos deixam p’ra tras...
A gente cresce quando a gente sofre.
Crescer exige escudo, armadura, reza forte. Nao se cresce sem medos, desafios, quebra-molas. Caminho livre e completamente florido nao ha!
Crescer exige planos, mas nada muito rigido, nada que nao possa ser mudado amanha, de repente, sem aviso previo do Destino, sem carta de despejo do Presente.
Acho que crescer nada mais eh do que adquirir responsabilidades e buscar.
Buscar ser mais feliz, ser melhor, mais saudavel.
Buscar antidoto contra o tempo, buscar nao esquecer o passado, as origens – manter principios e coracao puros.
Buscar uma testemunha p’ra nossa vida, aquela que vai contracenar com a gente da forma mais harmonica a cada cena do nosso filme.
Crescer nao eh simples.
Mas, talvez saber crescer com equilibrio e paz interior, certeza de que so se esta buscando o melhor p’ra si e para os que o rodeiam, seja o segredo...
Afinal, se fosse simples, que graca teria?
Thursday, June 14, 2007
A - minha! - definicao de "saudade".
Eu tenho, talvez ate em vao, tentado explicar aos “non-Brazilians” que me rodeiam o que a palavra ‘saudade’ significa.
Confesso que nao tem sido facil, os gringos nao entendem que uma palavra, ate pequena, possa conter tanto significado e, ao mesmo tempo, tanto ‘nada’, um 'nada' tao devastador...
Saudade.
Eu sinto isso.
E doi, acredite.
Saudade.
Ele foi embora...
O perfume sumiu da blusa e daquele outro travesseiro.
O telefone nao tocou mais.
Aquela musica so machuca o meu coracao – e haveria tortura mais cruel do que a musical?
Saudade.
O olho nao brilha, nao tem mais nada p’ra ver!
O ouvido nao se encanta mais com a tal voz ou com o som da porta se abrindo.
O corpo sente falta e pede mais. Em vao...
O coracao nao dispara – ou dispara de tanta dor!
E doi...
Saudade.
A musica ja nao toca mais...
A luz? Ja acenderam ha tempos!
O papel do presente ficou pelo chao.
As mocinhas ja recolheram os copos, os pratinhos, acabou o brigadeiro.
A festa ja nao acontece ali... E nem aqui dentro.
Saudade.
O Cristo ja sumiu dentre as nuvens.
A aeromoca trouxe um cobertor.
... Antes fosse um abraco.
O mar, ja tao escuro, tao profundo...
Eu so vejo o mar agora.
O meu Rio ficou p’ra tras...
E isso doi...
Saudade.
Nao poder observar a reacao a cada opinao, palavra, silencio compartilhado.
Nao poder deitar ao lado, conversar sem ter outra ligacao esperando p’ra ser atendida ou bateria quase no limite...
Nao conseguir, por mais que seja grande a vontade, expressar tudo que se tem guardado, nao poder olhar nos olhos!
Ah, eu preciso tanto te ver...
E como isso doi!
Dor que eu sinto quando quero que a lembranca vire realidade. De novo.
Dor que eu sinto quando penso que poderia ter sido melhor: falar mais, ouvir mais, amar mais, doar mais.
Dor que eu sinto quando lembro de um momento bom – e um sorrisinho timido aparece no canto da boca...
Sera que so eu entendo “saudade”?
Nota: sentir saudade eh ate bom – significa que valeu, foi bonito e importante o suficiente p’ra ser guardado na vaga mais importante do nosso corpo - mas melhor ainda eh nao ter que explica-la p’ra ninguem.
Deixar esse sentimento la no Aurelio, quem quiser entender que o procure na letra S... aqui dentro nao!
Tuesday, June 12, 2007
Try Again.
Foi tentar de novo, ver se dessa vez pode dar certo, nunca se sabe o que vem depois da curva, certo?
O tempo passou, ela mudou. E como!”
...
Nao adianta, o mundo gira, a lua aparece e desaparece, as pessoas mudam.
Por mais que juntas por 70 anos, elas mudam. No primeiro ano de casados, ambos tinham certas manias, gostos, jeitos. Anos depois, bodas e bodas after, o casal ja eh outro.
Cada individuo ja eh outro muito diferente daquele que, um dia, disse “sim” la naquele altar a partir do primeiro minuto de vida a dois, acredite...
E gracas a Deus!
Sem mudanca, nao ha desafio; sem desafio, p’ra onde vai a graca de toda historia!?
O ser humano precisa de desafio, precisa ser testado, manter-se acordado, up & running!
Eh como se passassemos todos os dias de nossas vidas numa cama, muito confortavel, tudo ao redor: TV, comida, cobertor.
Porem...
Se nao desafiamos o corpo, nao damos degraus p’ra subir, estradas p’ra caminhar, ele perde a forca, perde a vida, fica fraco, sem graca...
... Com o coracao acontece o mesmo, creio eu!
Preciso de degraus, barreiras – ou a luta contra as mesmas! – cada um ao seu tempo, mas parada eh que nao posso ficar!
Penso em todos os casamentos, namoros, ‘ajuntados’ que sobrevivem desde o “sim – bora!!!” ate hoje.
Acho que a convivencia diaria requer evolucao pessoal, conhecimento do outro e, acima de tudo, auto-conhecimento... Ate onde voce consegue se deixar levar? A partir de qual momento voce toma as redeas da situacao? O que voce deixa rolar? O que voce nao quer que role nem se numa ladeira?!
... E, se nao der certo, paciencia, acontece!
Que voce levante do tombo, cure as feridas e continue caminhando, buscando desafios p’ro seu coracao.
Afinal, de todas as coisas da vida, o que a gente leva – seja la p’ra onde for! – sao as lembrancas, as conquistas pessoais, os orgulhos – os autenticos e os gerados por uma re-conquista, um re-equilibrio, uma nova chance....
Afinal, cair e ser capaz de LEVANTAR, seja la quantas vezes, eh motivo de orgulho!
Ou voce prefere cair e ficar no chao?!
Wednesday, May 30, 2007
Pegacao...
Eu vou pegar o próximo vôo.
Eu vou pegar um copo d'água pra você.
Eu, brother? Eu vou pegar uma mulher!!! Duas, se bobear...
Ah, língua portuguesa, quanta flexibilidade!
O tempo passa e o nosso vocabulário muda, se expande, se transforma, ganha novos e riquíssimos significados, como este: pegar mulher.
Aliás, pega-se homem, também, e como!!! - por que homem pode e mulher nao, certo? ;-)
É natural ir p'ra night querendo se 'dar bem', conhecer gente nova, ter uma história engracada p'ra contar, um principio de, quem sabe, romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... hmmm... Esquece, a partir daí já não acho natural coisa nenhuma! Que over!
Atualmente - ok, me chame de velha caquetica! - acho isso um desperdício de energia... pegar e ponto? Hmmm... acho que nao... tem que valer a pena, tem que ter aquela quimica, ne!
Pegar quatro caras. Pegar cinco meninas. A gente está falando de quê, de catadores de lixo?!
Parece...
Não se trata de caretice, mas de adequação.
Pegar, pega-se coisas. Não gente.
Coisas.
Bonecos infláveis, que podemos segurar, tocar, lamber e descartar 10 minutos depois.
Coisas.
Produção industrial, sentimento nenhum, envolvimento zero.
Coisas.
Objetos inanimados. Sem voz, sem idéias, sem vida.
Coisas.
Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegue-e-use, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos-depois?!? Fala serio...
Pegar, cá p'ra nós, é um verbo MUUUUUITO cafajeste.
Tudo bem experimentar sensações diversas, conhecer de tudo, exercitar a sexualidade, mas em vez de "pegar", poderíamos empregar algum outro verbo menos frio e automático.
Porque, quando duas bocas se tocam, nada é assim tão frio e automático, na maioria das vezes a naturalidade é forçada, é a turma que dita as regras e exige que todos se comportem igual, então vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada.
Deixaram a personalidade em casa, isso sim!
Mas o que uma pessoa parecendo uma 'tia' como eu pode fazer contra o avanço (avanço?!?) dos costumes e a vulgarização do vocabulário?
Sou muito mais restringir a pegacao a uma carona, um avião, uma gripe...
Tuesday, April 10, 2007
bonitinho...
É tudo somente sexo e amizade.
Não tem nenhum engano nem mistério.
É tudo só brincadeira e verdade.
Podemos ver o mundo juntos,
Seremos dois e seremos muitos!
Estaremos sós sem estarmos sós.
Abriremos a cabeça
Para que afinal floresça
O mais que humano em nós!
Então tá tudo dito e é tão bonito!
E eu acredito num claro futuro de música, ternura e aventura
P'ro equilibrista em cima do muro...
Mas e se o amor pra nós chegar,
De nós, de algum lugar
Com todo o seu tenebroso esplendor?
Mas e se o amor já está,
Se há muito tempo que chegou
E só nos enganou?
Então não fale nada, apague a estrada
Que seu caminhar já desenhou
Porque toda razão, toda palavra
Vale nada quando chega o amor...
