Wednesday, January 04, 2006

pé direito...

"...Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."
(Drummond)

Com o fragmento acima eu concordo e recomendo o mesmo.
Agir, mover-se, mudar de lugar.
Acordar e abrir DE VERDADE seus olhos, coração e mente.
Novidades, curiosidade, coragem.
Precisamos com urgência!


Eu, Mari e Taci já começando a fazer valer esse Ano Novo...

Saturday, December 31, 2005

~.~.~ Como uma Onda no Mar ~.~.~

Navegar e nunca ancorar por ancorar.
Buscar um porto seguro, o caminho de confiança, a corrente ideal.
A certeza de um manhã serena, de uma praia linda, o sol brilhando na água...
Sim, o mar é a minha maior inspiração, sempre.
Não canso de ouvir, não canso de ver, não canso de sentir.
Nada como as ondas, indo e vindo constantemente, p'ra mostrar com clareza p'ra gente que tudo, tudo passa.
P'ra brindar o novo ano - de renovação e energia boa já tão presentes no ar - eu deixo um texto de outro amante da água salgada... muito pertinente, faz muito sentido p'ra mim e essa é a rota que eu vou fazer. Recomendo.

"Um homem precisa viajar.
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto.
Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente como é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver.
Não há como não admirar um homem - Costeau - ao comentar o sucesso do seu primeiro grande filme:
'Não adianta, não serve para nada, é preciso ir ver'. (...)
Pura verdade.
O mundo na TV é lindo, mas serve para pouca coisa.
É preciso questionar o que se aprendeu.
É preciso ir tocá-lo."
(Amyr Klink )

Thursday, December 29, 2005

2006


Seja bem-vindo à minha vida.

Seja feliz, corajoso, importante, surpreendente.

Seja carinhoso, único e fiel.

Seja só você, seja você mesmo.

Seja meu, seja o todo, seja metade.

Seja sim, seja não.

Seja hoje e amanhã, seja ele.

Seja curioso, perguntador!

Seja meu tesouro, segredo, saudade.

Seja colorido, alegre, seja beijo e abraço!

Seja forte, caloroso, seja tentador, tesão.

Seja engraçado, danadinho e rebobinável... se necessário.

Seja aberto, sincero, sem dúvidas.

Seja uma carta de amor, muito, só e puro, todo amor.

Seja cheio de amigos e mais amigos.

Seja tempo bom, Lagoa, praia, Paineiras.

Seja delicioso, água gelada, água de coco!

Seja uma folha em branco, prestes a receber uma história fantástica.


Seja bem.

E quem é que manda aqui?

Às vezes perdemos o rumo, saímos em busca de algo, sem pensar, sem processos de “inspira/ expira”, sem medo de não dar certo.

Acabamos nos norteando por um vento forte que vem não sei de onde, e que é, sem dúvidas, capaz de mudar nossas relações, estilos de vida, trabalho, gosto por comida ou religião.
Não sei se estou sendo clara, mas o que quero dizer é que nem sempre o que achamos é aquilo que buscávamos. Nem sempre o cara que você encontrou é exatamente como você “pediu a Deus”, nem sempre aquele trabalho é o que você mais ama no mundo, nem sempre você consegue sair p’ra almoçar, nem sempre você está feliz com o seu corpo.
Fazer o quê? Ficar inerte como a montanha que a onda esculpe com o passar dos anos? Na na ni na não!

Acho que precisamos, uma hora ou outra, sacudir nossos tapetes, mudar os pensamentos de lugar, olhar por outro buraco da fechadura, enfim, levantar a cabeça e seguir o nosso caminho; não o dele, não o daquela pessoa que você acha incrível, não o que é mais correto tradicionalmente.

Não ser alguém que é conveniente ser, não se anular e virar cópia de outro, não ser ligado às tendências, ao consumismo frenético, não ser coisa que você não é.

Aproveitando os famosos to do’s de 2006, digo: é hora de ser apenas você, puro e simples e mostrar quem é que manda nesse pedaço!

Wednesday, December 28, 2005

desejo...

Depois de ler uma milhão de lindas mensagens sobre o que todo mundo deseja p’ro ano que vem, eu resolvi escrever exatamente sobre o contrário: o que eu não desejo nem p’ro ano que vem, nem p’ra nunca.
Falo, primeiramente, sobre perder amigos, amores, entes queridos. Isso não desejo p’ra ninguém. Mas, quando digo “perder” não é necessariamente sobre morte que penso. Pode ser distanciamento sem ligação posterior, saudade doída, ruim demais!, olhares perdidos, desencontros...
Tenho medo de perder o cotidiano, perder a intimidade com quem já tive um dia ou perder a cumplicidade dos amigos. Eu tenho medo de perder as coisas rotineiras. De perder conversas diárias, assuntos comuns, as praias seguidas de Manekineko, os chopps que, apesar de eu não ir p’ra beber o chopp em si, são as festas dos domingos, amigas falando todas juntas num barulho que só a gente entende, as voltas p’ra casa como sol nascendo, as piadas mais bobas – mas sempre as melhores! – as ligações só p’ra dizer “E aí?”, as descobertas (thongs!), abraços silenciosos que dizem tudo, as viagens mais inesquecíveis e por aí vai...
Tenho medo, muito medo de perder mãe, pai, irmãos. Pessoas com quem convivi desde que era um nada ainda... Colo, carinhos sem hora p’ra acontecer, disponibilidade de ouvir, conversas, bilhetinhos na cabeceira da cama desejando “Boa Sorte!”...
E de perder um amor? Fato que quando a gente acha um amor, o que a gente menos quer é que ele parta, suma do mapa como se fosse devastado por uma tsunami. Medo de não ter mais a mão que encaixa com perfeição, o beijo que trás paz, o olhar que transmite serenidade, a voz que arrepia e faz nascer desejo.

Também desejo não ser arrogante, tímida ao extremo, nem exagerada demais.

Desejo não ter que me preocupar com as esquinas da minha Cidade Maravilhosa, desejo não precisar dizer não p’ra uma criança carente.

Tenho medo de perder a liberdade de ir e vir, medo de não ter mais paciência p’ra escrever, de comer mais do que deveria.

Medo de ser complicada, de ser romântica demais e medo de ser magoada. Ruim, dói muito isso.

De querer alguém que não me quer, de tropeçar e machucar o joelho, de escolher o chocolate mais caro e não gostar.

Medo de ser impaciente, de não saber esperar, de querer resposta correta e imediata p’ra tudo!

De olhar p’ro lado e não te ter mais, de olhar p’ra dentro e não te ter mais...

Sim, tenho medo, muito medo de ser lembrança vaga, sem muita definição, pessoa que passou com as águas de Março que sempre levam o Verão.
Exorcisar esses medos no Reveillon é o melhor que se pode querer e, consequentemente, fazer.
Então, por fim, desejo que todos os meus e os seus medos sejam desfeitos e se transformem em motivo de risada...

Friday, December 23, 2005

Feliz Natal!

....E aqui vai um texto como forma de homenagear 2005 que foi, para mim, o ano da AMIZADE.
- - -
Dance muito.
Gargalhe.
Abrace e beije muito, a vida é de graça.
Faça de cada segundo, um segundo extraordinário!
O caminho pela praia, a volta pela chuva. Uma paradinha ali pra ver o pôr-do-sol.
Ouça suas músicas preferidas. E quando ouvir algo que goste, cante e dance muito.
Sorria para as pessoas na rua. Seja louco, impulsivo, verdadeiro, intenso.
Dê a sua melhor versão para o mundo.
Faça de todo dia uma grande festa, dessas completas, 0800, tudo regado!!!
Acredite, motivo é o que não falta!
Não brigue com pessoas feias, más ou invejosas, elas não têm absolutamente nada a perder.
Ande descalço, sinta o cheiro da maresia, da chuva na grama. Faça amigos novos.
Seja leal, sobretudo a si mesmo.
Brinque sempre.
Relembre. Dance mais, muito mais.
Sinta.
E quando sentir, diga para quem é de direito - pois você sabe, esse momento pode nunca mais se repetir.
Faça alguma coisa nova todo dia ou alguma coisa que te assuste, ou simplesmente alguma coisa que você adora fazer - mas, faça algo por você.
Cultive uma vida repleta de amigos, loucos, especiais, elementos essenciais.
Tenha uma vida de paz.
Uma vida feliz, intensamente feliz.
Mas lembre-se: felicidade não é uma estação de chegada e sim um modo de viajar.
Portanto, construa suas verdades, espalhe seus valores. Sinta a vibração, a paz e a energia. Sorria de novo, na verdade, sorria sempre.
Batalhe por um mundo melhor.
Agradeça sempre, na verdade, agradeça muito.
Agradeça quando viver um momento especial e quando esse momento acontecer, faça qualquer coisa para que ele seja memorável, inesquecível, eterno de alguma maneira.
Ouça.
O vento sempre toca uma canção dessas que uma banda nunca toca sem razão.
Tire muitas fotos, elas eternizam momentos que não voltam mais.
Seja borboleta: transmute, transgrida, transcenda. Voe num limite improvável.
Sonhe muito e sempre.
Seja muito feliz e lembre-se que só existe uma coisa melhor que fazer novos amigos: conservar os velhos.

Wednesday, December 21, 2005

.:~: a lot like love :~:.

Tem gente que, mesmo sem saber, faz um bem danado p’ra gente.

Pode ser aquela prima que você ama só de saber que existe, o professor do MBA que você fica pasma só de observar, um amigo que nem é aquele “best friend” declarado, mas que te energia tanto a cada conversa, alguém do trabalho que passa uma sensação boa, quase indescritível, enfim, o mundo é repleto de gente que nos faz bem.

Sim, lógico que não é todo mundo que vê graça em pequenos gestos, mas quando achamos gente assim, eita, não dá vontade de sair de perto, manter contato, seja lá como...

Eu mesma comecei a observar isso há pouco tempo.

Existem milhões, zilhões de maneiras de dizer “eu te amo” sem que essas três palavrinhas sejam ditas. Não acho que sempre seja necessário falar que ama, que ama e que “ama-mais-ainda-infinito-ganhei!”.

O amor deve estar nos pequenos gestos, nos momentos mais simples. E tem muita gente que faz, até mesmo sem perceber, coisas en-can-ta-do-ras!

Uma troca de olhares que acalma sem que palavras sejam trocadas, um abraço de corpo todo, encostar rosto com rosto, aquele calor gostosinho que dá, mãos coladas, corpos colados, ajeitar o cobertor, proteção, cafunés... “Ai, ai...”

Ouvir a risada daquela amiga que você quase não vê, sentir serenidade com a presença dele (a), pegar uma carona e ser presenteado com um papo delicioso, daqueles que, quando a gente chega em casa e tem que descer do carro, chega a dar peninha. Ligar só p’ra saber se tá tudo bem, vestir roupa nova p’ra homenagear, guardar fitinha de presente ou pétala de flor, mandar flores, convidar alguém p’ra tomar água de coco na praia, p’ra olhar a Lua, respirar junto...

Flores, um bilhetinho deixado na beira da cama, o cheiro do perfume dele no meio de um shopping lotado, um telefonema no meio da semana, aquela voz, aquela segurada firme seguida do beijo mais incrível, nossa! ... Risadas e risadas e risadas!

Beijo na bochecha, coisa mais sutil e tão poderosa ao mesmo tempo! Receber um beijo desses do nada, sem motivo é o que há de melhor! Eu amo beijo na bochecha!

Vai me dizer que tudo isso não é “eu te amo”, só que em outro formato?!

Bom, tudo que é simples e que, por ser tão simples, a gente até acaba esquecendo depois que elas passam... Aquelas coisas que, quando lembramos, por um motivo ou outro, o rosto estica e abrimos um sorriso - saudosiiiiista - no catinho do rosto!

Isso sim é vida, é amor. Alguém ainda sente tanta necessidade do “eu te amo”?!

Friday, December 16, 2005

pensei enquanto dirigia...

"Carro. Definitivamente, eu odeio isso... Onde coloquei o controle da garagem? Na boa, preciso com urgência de uma máquina de tele-transporte daquelas de desenho animado!!! Surtei? Será? Acho que não…Isso é sono, muuuito sono! Dormi mal com medo de estragar o esmalte... Ih... pior que amassou um pouquinho! Perua? Eu não sou perua, tô longe disso. Ih! Preciso comprar um monte de presentes p'ro Natal! Cara, tô usando óculos! Olha isso... Tô muito com cara de secretária sexy! hahahahaha... tadinha... Opa! Preciso fazer a listinha de wishes que a mami vai trazer de Paris p'ra mim... Prioridade -1! Essas listinhas de TO DO's são muito a minha cara... Ai, ai, ai, virginianos malas... Nossa! Viu a confusão da Varig? Nossa! Recebi um e-mail da Segurança daqui dizendo p’ros funcionários evitarem a Av. Niemeyer à noite! Que beleza, o Rio tá entregue mesmo... A Copa do Mundo tá chegando, preciso pensar, preciso pensar, rápido! Hmmm... Outra facul? Será? Ouvi um "Engenharia Mecânica"?!? Hmmm... talvez... hahahahaha... essas proporções me deixam louca! Eita! Esse cara tá correndo muito! Logo de manhã, meu filho?!? Precisa disso?! Credo... Que saudades! Ai, mein liebchen... Que saco! Blergh!

Ih! Não creio! Eu gravei essa música?! Eu amo essa música, amo, amo, amo, 40 vezes amo! É muito o que eu sinto, muito eu!

Olha...

- BABYLON -

David Gray


Friday night, I'm going nowhere

All the lights are changing green to red

Turning over TV stations

Situations running through my head (SEMPRE!)

Well looking back through time (SEMPRE! De novo.)

You know it's clear that I've been blind

I've been a fool

To ever open up my heart

To all that jealousy, that bitterness, that ridicule


Saturday I'm running wild

And all the lights are changing red to green

Moving through the crowd I'm pushing

Chemicals all rushing through my bloodstream

Only wish that you were here

You know I'm seeing it so clearI've been afraid

To show you how I really feel

Admit to some of those bad mistakes I've made

If you want it

Come and get it

Crying out loud

The love that I was

Giving you was

Never in doubt

Let go your heart

Let go your head

And feel it now


Babylon, Babylon...


Sunday all the lights of London (%$&*?!)

Shining, sky is fading red to blue

I'm kicking through the Autumn leaves

And wondering where it is you might be going to

Turning back for home

You know I'm feeling so alone

I can't believe

Climbing on the stair

I turn around to see you smiling there

In front of me"

Thursday, December 15, 2005

Porto seguro...

Li um texto hoje sobre superar o passado, viver olhando p’ra frente, essas coisas...

Sinceramente, li, reli, reli de novo e cheguei à conclusão de que tudo que estava escrito faz total sentido, é perfeito... é perfeito se você conseguir colocar p’ra funcionar dentro de você, logicamente.

De que adianta ter essa idéia em mente se não dá p’ra ouvir aquela tal música que lembra ele?

De que adianta ter essa obsessão dentro do peito se quando ouvimos aquela voz ou vemos o nome dele no Inbox, o mundo todo pára e o nosso coração quase pára junto?

De que adianta agir assim p’ra todo mundo quando a pessoa mais importante desse bololô você não engana?

De que adianta poder ser de mil outros por aí enquanto o único beijo que encaixa com perfeição no seu é o daquele que nem por perto está?

De nada adianta nada!

Nem pensamento positivo, urucubaca ou simpatia!

Tem que ter muita força de vontade, muita calma, mas muiiiita calma mesmo! Aquelas frases mais defaults, ao melhor estilo “O que tiver que ser, vai ser!” são ditas por um bando de gente, mas quem disse que é fácil de ouvir, absorver e colocar em prática? Ninguém disse e nem vai dizer, garanto...

Mas, no apagar das luzes, acabo concluindo que tudo isso é a vida rolando, nossas histórias sendo construídas, conquistas, desilusões, as tais águas de março - abril, maio, junho... - fechando o verão...

O que não podemos é deixar de viver, de remar e remar, de ancorar o barco só por ancorar. E que nossos barquinhos anconrem numa terra firme, muito sólida e em dia de sol a pino, ainda por cima, fazendo valer cada esforço, gota de suor pingada, desejo suprimido.

Tuesday, December 13, 2005

que tem, tem!

Acabei de ouvir um elogio e já desconfei! Que chata que eu sou, ora bolas!
Quem dera acreditar de primeira em tudo ouvimos...

“Tá linda!” soa como um calar àquelas mil perguntas “E agora?”, “Tem certeza que tá bom?”.
O “Eu te amo!” parece soar como uma frase sem propósito, sem significado implícito.

Será que ser mulher também é não acreditar de primeira em tudo que ouvimos?

Escrevo isso porque para os homens as coisas são como são e não se fala mais nisso.
Obviamente que, com o tempo e com a convivência com as mulheres (!), eles acabam aprendendo que um “Tudo bem...” pode não significar que está tudo bem mesmo, pode ser um tease p’ro início de uma DR* ou algo que o valha.
Aí entra toda aquela coisa do saber lidar com a gente, de ser carinhoso, cheio de denguinho...

A gente ouve tudo que eles falam e mais: a gente “ouve” o corpo, o olhar, o jeito de segurar na nossa mão, a respiração, enfim, a gente “ouve” todo e qualquer sinal que eles nos dão. E é aí que mora o perigo!

P’ra que tanto “Tem certeza?” ou “Ama nada!”?!?
Só p’ra ouvir mais “Eu te amo”?
Não há necessidade, nenhum homem em sã consciência não vai falar isso só por falar, só p’ra te agradar.

Duvido.

É fato que nós somos mais inseguras no quesito relacionamento do que os homens, até mesmo pela cultura machista na qual fomos educadas.
Posso até englobar gente que não se encaixa neste perfil, mas de forma geral acho que estou acertando.

Mulheres, querendo ou não, exageram na dose. Admito e peço desculpas em nome da categoria.

Pobres homens que não temem ao mudar o dia do futebol ou ao encontrar com os amigos em plena quarta-feira como se fosse o absurdo dos absurdos!

Como diria Martha Medeiros, qualquer mulher - atenta e suficiente desconfiada p’ra ter nascido mulher mesmo - pensaria: “Aí tem!”.

* DR = Discutir a Relação. Homens abominam isso, nós também, mas alguém tem que falar, não é? rsrsrs...

:: Love's Divine ::

Em homenagem à minha irmã que entrou recentemente “p’ro clube”, reedito um post antigo.
Com direito a alguns “updates” afinal, percepções mudam, sem trégua, de maneira natural, todo o tempo...

- - - -

Estou solteira pela primeira vez em alguns anos.
Estou feliz, de verdade, e de coração aberto.
Sinto que estou muito mais observadora do que costumo ser. Depois de um período de agitação mais do que frenética, sinto que entrei num túnel de tranquilidade, de paz interior mesmo.
Estou observando muito o comportamento das pessoas a minha volta, talvez por querer entender melhor o ser humano, talvez por querer sempre absorver as coisas boas que elas têm para me passar.

Uma coisa que continua me chamando atenção é a tendência que os "solteiros" têm de se retrair e guardar o seu próprio coração a sete chaves, protegido por uma muralha maior do que a da China.
Por que é tão difícil acreditar num amor puro e simples, sem “pés-atrás” ou coisas do genero?

Em nossas fantasias românticas, podemos até achar que estamos curtindo muito ao irmos p'ra night com aquela roupa, aquele cabelo, aquele ar de "Tô podendo sim!" ou seduzindo, nos mostrando "available" demais, mas na verdade estamos apenas na defensiva, isso tudo é medo de ser de alguém de novo.
Medo da tal “chama” que só é eterna enquanto acesa e que sim, querendo ou não, vai apagar um dia...

Esquecemos que vale a pena mergulhar nesse sentimento que dá substância à vida, sem ficarmos presos ao passado. Muitas vezes nos mantemos distantes da pessoa que amamos de verdade, esperando que ela conquiste nosso amor pela primeira vez, segunda, terceira ou p'ra sempre.
Esquecemos que é para que o universo conspire por nós precisamos dar amor e não apenas recebê-lo. Nos abrir, corações e mentes positivas, limpas de traumas ou passado.

É sempre bom lembrar que o amor é um sentimento de mão dupla, essencialmente baseado na troca de afeto, carinho e compreensão. Acho que se você se sente só, briga com a solidão e tenta desvendar as artimanhas que levam ao amor mágico, inconsequente, insuportável e incansável, a primeira coisa a fazer é um questionamento.
Eu fiz isso.

Olhar p'ra dentro: será que você deposita muitas expectativas sobre esse "amor ideal" e assim aumenta suas exigências a ponto do resultado quase sempre ser desilusão?
(Eu sou muito assim, por isso pergunto... Sempre acho que aquele cara vai ser "o" cara que vai mudar a minha vida p’ra eu não querer nem lembrar de como era antes...)
Acho que para que um verdadeiro amor nasça – e sobreviva! – é fundamental cultivar a aceitação do outro e se dispor a experimentar conflitos.
Quem que nunca passou por um impasse típico de casal?
Bom, creio que o importante é não ter a pretensão de usar paradigmas do que é certo ou errado, bom ou ruim. O que vale para um pode não valer para os dois... Aprendi isso depois de muuuuuito tempo, muitos impasses, muitos “don’t travel South” (piadinha interna, sorry!)...
E o que fazer para ser inteiro, verdadeiro, "everlasting"?

Para nos abrirmos ao amor sem querer que o outro compense nossas frustrações ou nosso vazio interno, primeiro devemos aprender a amar a nós mesmos.
Parece um clichê barato, mas é a pura verdade.
Com base em uma fundação forte de amor próprio, surge uma disposição natural de amar os outros sem cobranças e expectativas.
Nós, mulheres, tendemos a ser "piores" nessa questão de auto-estima: por mais que a sociedade evolua e diga que descartou certos preconceitos ultrapassados, ainda somos condicionadas a querer um alguém "mais" do que nós – mais velho, mais inteligente, mais alto, mais bem-sucedido, mais imponente no contexto geral.
Os caminhos do amor podem ser tortuosos, indecifráveis, cheios de mistérios e brumas de Avalon, mas vale muito a pena aceitar o desafio e seguir. É só uma questão de nos despirmos de nossas crenças e valores arraigados, nos despir da rigidez, do conservadorismo e da teimosia.
Não tenha medo de amar, mesmo que isso remeta a um sofrimento do passado, pois só um novo – e verdadeiro! – amor cura as feridas do velho amor.

(Isso é mais certo que feijão+arroz, futebol+gol, chiclete+banana, homem+mulher, yin+yang!)
OBS: o título desta reedição fica por conta de uma música do Seal que eu amo. Vale a pena ouvir!

some poetry...

Oi! Bom, reuni umas poesias fofinhas que li...
Sobre o amor, saudades... soupirs...
- Chega Logo -

Como uma flor esperando p'ra desabrochar
Como uma vela esperando p'ra ser acesa
Eu estou aqui esperando por você
Chega logo em casa e com seu corpo me receba

Como o deserto esperando a chuva intensa
Como a lua esperando os amantes
Estou aqui esperando por você
Chega em casa, vem, me desperta como antes

Meu pobre coração tem estado no escuro
Since you’ve been gone...
É você quem o desperta.
Você. Só você.

O som esperando a nossa música
A boca, pelo prazer, aberta
Estou aqui, sentada, esperando por você
Chega em casa, vem, me desperta..
- Em você -

Acredito em você.
Em você que faz minha pulsação acelerar
Em você que me deixa rouca
Em você que me deixa...

Não acredito em quase nada,
Mas em você eu acredito.

Acredito em você
Que me beija e eu vejo estrelas
Que dança comigo e me faz flutuar
Que me segura como se não fosse nunca mais me largar
E que me ama.
E ama.
E ama.
Até a noite virar dia.
- Quem é você? -
Nesse beijo
A eternidade eu conquisto
Abdico da vida
P’ra viver esse desejo

Não, p’ra casa agora não!
Cedo ou tarde, acaba
Mas essa noite não.

Andaria o mundo inteiro
P’ra sentir você
Eles não entenderiam
Todo esse porquê.

Mas preciso saber quem você é, querido.

Todos os momentos de verdade nessas mentiras
Quando tudo fica escuro e você traz a minha luz

E continuo caminhando só p’ra ver. Te ver.

Quando tudo parece ter se acabado
Olho e vejo: você.

Andaria o mundo inteiro
P’ra tocá-lo

Só p’ra saber quem você é.
- Ai! -

Desistiria da eternidade p’ra ver você de novo.
Peitos colados, seu corpo pesando sobre o meu.
Queria uma vida de abraço, que fosse um minuto de vida...

Seu cheiro me tira do sério, nossas almas dançam numa coreografia só delas, pra quê tanta distância? Não te dói essa saudade?

Seu perfume eu jamais esqueço,
Seu roteiro eu bem conheço.

Ai, ai
Tão perfeito
Esse meu sujeito...
- Doce Ilusão -

Quando deito, é você quem vejo.
Fecho os olhos e tenho você no meu peito. Tão perto, tão vivo
É, menino, você ainda mexe comigo...

Quando acordo, você já foi.
O dia é tão lento, demora p’ra acabar
Meu coração, todinho seu, mal pode esperar
Essa noite, caminho tão comprido... p’ro nosso novo encontro chegar...
- Quando? -
E no meio de tanta luz eu encontrei o seu amor.
Encontrei o seu olhar, a sua respiração, a vida da minha vida.
Só quero você.
Ontem, hoje, agora e sempre.

Aquele abraço, coração com coração e eu me sentindo mais viva do que nunca.
Serei sua, ah, se serei!
Ontem, hoje, agora e sempre.

Thursday, December 08, 2005

blá, blá, blá...

Acho lindo esses casaiszinhos que, quando juntos, estão sempre num processo de troca seja essa troca uma conversa infindável, seja essa troca um silêncio compartilhado, consciente. Às vezes não é preciso mais do que o silêncio p’ra sentirmos a presença do outro em nossas vidas, não é? Vale olhar, toque, abraço e por aí vai.

Dia desses, almoçando num shopping desses, vi um casal fofo. Comecei a pensar – p’ra variar um pouco... - sobre isso e acredito muito que a chave para um relacionamento de sucesso é, acima de qualquer coisa, uma boa conversa. Não há nada melhor, na minha opinião, do que um cara inteligente e que te faz rir.

Casaria com um desses a-g-o-r-a!!!

Num namoro, casamento, whatever, acho que precisamos saber ouvir e não há nada mais agradável do que ouvir um alguém que sabe falar. Não digo falar por falar e sim, conversar, demonstrando conteúdo e ciência do assunto em questão. Além disso, tem também aquilo que a gente ama: ouvir declarações, elogios, ai, ai... (suspiros!). Vamos combinar que ouvir um “Você tá linda!” depois de uma sexta-feira estressante de trabalho é o que há!

Bom, resumindo o papo porque já está bem tarde e preciso dormir um pouco, a questão é que dispenso um cara que de, digamos, “agradável”, possua apenas um corpo sarado, cabelos milimetricamente penteados ao estilo Garnero (affff...) ou o carro do ano que ainda nem veio.... fora, tô fora.

Agora, aquele que me arrepia sem nem encostar um dedinho, só de ouvir a voz por perto, aí sim...

Wednesday, December 07, 2005

It's about time...

Its about life...

Its about fun...

I hate you, I love youI just can't remember to forget you

Who are you, who needs you?

You make me feel alive, I die, so high

I'm crawling on the ground

I have found I can fly

One of these days it all comes together

One of those days that goes on forever

Think I sound crazy? Maybe, whatever

What's it all about?

It's about life, it's about fun

It's over before it has begun

It's about you, it's about me

It's about everything between and I say

I'm saying goodbye to you, I say hi to you with no clue

It's about time that I

Make up my mind

It's simple, confusing, the truth is

I'm winning but I'm losing

And pulling and pushing, won't do me any good

It could, it should

I'm honest to myself that the truth is I lied

One of these days it all comes together

One of those days that goes on forever

Think I sound crazy? Maybe, whatever

What's it all about?

Time is creeping behind me, surrounding around me

Fading the words so desperately

Now give me a reason that I can believe in

Time is something you can't rewind

One of these days it all comes together

One of those days that goes on forever

Think I sound crazy? Maybe, whatever

What's it all about?

Tuesday, December 06, 2005

Não vê quem não QUER.

Engraçado como às vezes a gente não quer ver o óbivo, não quer escutar as verdades, não quer cair na real.

Pode passar um tempão, sermões são escutados, mais e mais comprovações ali, na pontinha do nosso nariz, mas a questão é que se não trabalhamos certos assuntos dentro da gente, nada funciona, nada vai p’ra frente, continuamos com as mesmas falsas crenças, opiniões que, no fundo, não tem lógica... nós mesmos sabemos que não tem lógica ué, mas e daí?

“Algo” diz que pode ser sim, que vai dar certo um dia, que é p’ra ter calma, seja o tal problema relacionado a um amor que empacou, seja relacionado aquele emprego que você procura por toda a vida. Mas, o que seria esse “algo” que vive a dizer um bando de coisa p’ra gente?! Acho que “ele” é, nada mais, do que uma defesa que a gente cria, escudo invisível, preguiça de encarar a realidade e ter que procurar um outro alguém ou colocar o currículo no mercado de novo.

Complicadinho isso, não?

Pense que você vai ver quantos casos de amor empacados você conhece... um monte! Ainda são iguais, ningué mudou uma gota, nada leva a crer que isso poderia ter ocorrido, não precisaria nem olhar p’ra trás p’ra saber, mas lá vão eles, crendo que ainda dá, que ainda podem mudar o outro... ledo engano, tolice, muita pretensão achar que somos capazes de mudar alguém.

Amigos falaram – e falam!, sua mãe cansa de insinuar o que pensa na maior sutileza, o seu dia-a-dia indica, mas lá está você, batendo cabeça num lugar que não curte, numa atividade que acha boring até dizer chega! Por que não sai logo daí? Simplesmente porque deve ter medo da mudança, medo do novo.

Bom, resolvi escrever isso porque tô tomando coragem... mas, isso já é assunto p’ra outro post...

Beijos!

Wednesday, November 30, 2005

A repressão das paixões pela razão.

Uma amiga minha, ao ouvir meus lamentos, disse: “Tudo de bom que você fala é só uma idealização sua, coisa da sua cabeça... ele não é assim não...”. Se ela está certa ou não, só o tempo mesmo p’ra dizer ou então, eu mesma, indo atrás e quebrando a cara depois de tentar e perceber que ele não é mesmo toda essa Brastemp que eu quero lá p'ra minha cozinha...

Eu imagino mil coisas, você imagina, acho que todo mundo que deseja alguma coisa ou alguém that much acaba idealizando mesmo, pensando sempre de forma positiva, que vai dar certo, que vai ser bom, que ele é fofo, carinhoso e mais todo aquele “u-hu” que busco... buscamos.

Seriam almejos de nossos corações que, ao serem reprimidos, passam a viver num mundo surreal, imaginário, só para não acreditar no que todo mundo vê e a gente não?

Como se todos que estivessem fora daquela história conseguissem ver as respostas e só você, que tá lá dentro desse bololô todo, continua vivendo nesse mundo de emoção, num castelo de areia.

Aí é que entra uma dúvida minha: deveríamos deixar a razão dominar a nossas emoções? Ou deveríamos lutar até o fim para, quem sabe, conseguir fazer com que essa emoção toda vire verdade, fiel à cada detalhe que desejamos por tanto tempo?

Bom, a minha resposta é a seguinte...

Sou uma típica virgininana, racional e planejadíssima – p’ra não dizer “chata!” :-) – só que, em se tratando de assuntos do coração, prefiro deixar a onda me levar, o mar empurrar até não dar mais, até chegar na praia...

Viver o que sentir, ser o que quiser, falar e nunca reprimir nem um desejo. Amar como se não houvesse um amanhã, como se segunda-feira não existe, contas p’ra pagar fossem de brincadeirinha ou problemas p’ra resolver se resumissem ao sabor do suco que vou pedir no almoço de amanhã!

Amores, duradouros ou não, valem a pena sempre.
Como diria o meu amado poetinha, “Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”

Monday, November 28, 2005

Constellations

Noite dessas, estive olhando p’ro céu. A lua, as estrelas, enfim, a noite como um todo me fascina muito.

E se cada um de nós fosse uma estrelinha?

Se é que é possível viajar assim - não sei você, mas me permito de vez em quando.. - entendi que não há motivo p’ra sentir saudade. Estamos todos lá, no mesmo céu. Perto ou longe uns dos outros, mas sempre no mesmo céu.

E também pensei que esse brilho que garante nossa existência lá em cima depende só da gente, do quão bom queremos ser para o mundo e para nós mesmos, condição fundamental p’ra felicidade, ao meu ver.

Ah! Isso sem falar nas diferenças que vemos nos outros, quando, na verdade, somos todos iguais.

Lógico que isso são elocubrações minhas sem teoria ou nada mais sério por trás, mas é que sinto que a natureza está aí p’ra nos mostrar, em momentos simples como este que descrevi, algumas lições que não percebemos no dia-a-dia, com essa correria toda.

So tired of being alone…

Quero escrever uma cartinha, colocar na garrafa e atirá-la ao mar.

No texto, nada mais do que um pedido: um par, duplinha mágica, amor p’ra vida toda.

Enquanto se é de alguém, imaginamos que não deva ser tão difícil encontrar uma pessoa legal por aí, que atenda a algumas poucas especificidades, nada que eu ou você não nos encaixaríamos com perfeição.

Quando não somos de mais ninguém, acaba que percebemos que não é assim que a banda toca, que o mar não está p’ra todo esse peixe e por aí vai! - Chega de ditado popular...

Falo por mim também, mas vejo que isso é mais comum do que se imagina. A mulherada não tem mais onde procurar... ou então, procuram no lugar errado, não sei...

Sei que é assim que acontece... um amigo ou uma amiga juram que tem que te apresentar o cara dos seus sonhos, “você vai ver, vocês têm tudo a ver!” e lá vai você p’ra mais um encontro... com o quê, nem você sabe!

STOP para uma observação mais do que bááásica: quem é que merece um blind date?

Bom, chega o dia, sexta-feira, fato, afinal, quem vai perder um sábado à noite num blind que pode não dar em nada?? Melhor marcar p’ra sexta-feira mesmo...

Ela se emperequeta toda, melhor perfume, roupa nova, “Uau! Que mulher é essa?!”... O casal que propôs a aproximação é quem vai pegá-la em casa, vão para um japa – Fato! Japa é tão clássico quanto Coco Chanel, Ayrton Senna e Pelé juntos!

Chegando lá, aquela mesinha que você senta com a perna cruzada – um hor-ror! - já devidamente reservada, acontece o primeiro olhar. Que meeeedo!

“Bom, até que ele não é dos piores, se for inteligente e me fizer rir, até que passa... veremos...”

Papo vai, sakê vem, começam as gracinhas... O olhar vai ficando mais tchananan (desculpem, não encontrei nenhuma palavra p’ra colocar aqui!, o sorriso vira mordidinha no lábio, os cabelos ficam p’ra lá e p’ra cá, numa dança que nem você entende...

Pedem a conta e, obviamente, o cara vai te levar em casa. No big deal até agora.

No som, uma música estrategicamente selecionada para o momento, se duvidar rola até um CD p’ra esses momentos (rsrs...), e ele estaciona em frente à casa dela.

“Então tá, né?” – eita frasezinha boba...

Ok, não preciso descrever mais, eles se beijam e no dia seguinte... nada.

“Como nada?!?”

Nada ué. Ele não ligou e eu duvido muito que vá.

Acho que um amor “daqueles”, everlasting, não se acha num blind date default desses, duvido. Eu, pelo menos, penso assim...

Ok, ok, posso estar descrente, mas acho que não. As pessoas não vêm dando a menor chance ao amor, não dão mais créditos às outras e assim acabam deixando de lado o que poderia ser o início de uma linda história. Não entendo.

Será que o futuro das relações é esse mesmo? Desprendimento e somente um punhado de lembranças de pessoas que mal o nome a gente vai saber!?!

Reforma

Tô tentando ver a vida sempre pelo lado bom – 100% por influência do Lê - mas sabe quando não dá? Tô tão cansada...

Tanta coisa ainda tá fora do lugar, tem tanto móvel p’ra arrastar, poeirinhas p’ra limpar, enfeite p’ra jogar fora de vez e, simplesmente, eu não consigo!

Cartinha, bilhete, até de presente eu me desfaço, mas lembranças, marcas, conteúdos da alminha do meu coração, isso não, tsc tsc tsc, isso não é renovável, reciclável ou seja lá o termo que você use p’ra isso...

Preciso mudar a cor da parede, mudar com urgência o quadro que está pendurado aqui nessa parede. Essa mudança é mais do que necessária, é essencial p’ra eu enxergar melhor.

No lugar do quadro, vou construir uma janela. Uma janela p’ra abrir meu horizonte, deixar entrar luz. Entrar tudo aquilo que eu, por um tempo, não permiti.

E se eu quiser a mesma parede p’ra colocar o mesmo quadro de novo, daqui há um tempo? Aí, construo tudo de novo. Sempre dá tempo de voltar atrás, não é?

Saturday, November 26, 2005

p'ra um sábado que sol é tudo que a gente não vai ter...

ouvi uma música nova - p'ra mim é novidade.

adorei.

por que ir contra o que a gente acredita? por que parar de pensar em maneiras de dar certo, não necessariamente hoje ou daqui há um ano, mas por que desistir sem ao menos ter tentado?

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Razorlight - Golden Touch

I know a girl with the golden touch

She's got enough, she's got too much

But I know, you wouldn't mind

You could have it all if you wanted

You could have it all if it mattered so much

But then all they know is how to put you down

When you're there, they're your friend

But then when you're not around

They say, 'Oh, she's changed'

We know what they mean

Well they mean, they're just jealous

Because they never do the things they wish that they could do so well

That kind of girl, yes she's never alone

You leave a thousand messages on her phone

But you know you never get through

And you could have it all if you wanted

But I would give it up if I was you

Because all they know is how to put you down

When you're there, they're your friend

But then when you're not around

They say, 'Oh, she's changed'

Oh you know what that means

Well it means they're just jealous

Because they never do the things they wish that they could do so well I saw my girl with the golden touch

Give me a taste but not too much

I never listen to the words of foolsoh oh hey

You won't get it that way

Don't ask for too much

You're gonna need your golden touch

OBS: A foto é de um final de semana ma-ra-vi-lho-s-o em Angra... miss it. miss u...