Monday, January 23, 2006

Anonymous...

Você mudou o meu dia 31 de dezembro de 2005!

Havia acabado de acordar, um dia perfeito lá fora, a praia já estava me esperando.

Acessei o blog só p’ra dar uma olhadinha, p’ra ler rapidamente o que escrevi ao longo do ano e tentar perceber evoluções, mudanças de percepções, enfim.
Ops, vi que alguns comentários ainda não lidos! Vejamos...

Bom, não sei o que foi aquilo, não sei quem é você, se és homem ou mulher, novo ou velho, menor idéia, só sei que quando li, putz..., quase tive uma síncope!

Chorei, ri, respirei alivada, pensei e pensei, imprimi, fiquei lendo, li p’ra algumas amigas, fiquei pasma!
Cara, eu não conseguia acreditar que alguém poderia entender tão bem o que eu senti só de ler meus textos!

Você me fez perceber, em questão de segundos, o que demorei um ano inteiro p’ra perceber!
Se soubesse o quão grata sou... bom, espero que agora saiba que me fez muito bem e que, se puder ou quiser, sinta-se à vontade p’ra aparecer, me dizer seu nome.

Demorei p’ra escrever sobre isso, mas é que até hoje penso no que você escreveu, em como faz sentido tudo isso...

Muitos beijos,

Patricia

- - - x - - -

P’ra quem ficou curioso, faço questão de compartilhar...

Sempre leio seu blog. Você tem uma sensibilidade surpreendente...
Na boa, deixe esse idiota pra lá e abra os seus olhos para o que a vida tem a lhe oferecer...são infinitas oportunidades.
Não fique presa a um amor fracassado. Homens confusos são um atraso de vida. Quem ama de verdade fica ao lado e não tem dúvidas. Não te conheço, você não sabe quem eu sou, mas desejo a você um 2006 maravilhoso e que você consiga se desvenciliar desse seu "caso mau resolvido".
Pelo o que pude perceber em você, seu coração merece coisa muito melhor. Uma pessoa especial, de verdade. Alguém que não cause tanta angústia e lhe traga coisas boas, sensações de plenitude e não mágoas e tristezas.
Ame-se muito acima de tudo. E só fique ao lado de quem conseguir amá-la da forma como você merece. Não aceite menos do que isso.
Tudo de bom pra você, viu?
Beijos
--Posted by Anonymous to ::a dona da história:: at 12/30/2005 09:41:01 PM

Insomnia

E foi assim que tudo passou pela minha mente: segundos, frações micras de.

1. Por que eu não consigo dormir hoje? Nunca tive isso...
2. Se no amor existe essa coisa de “encontro”, eu não tenho certeza ainda, mas que tem gente por aí que é um “achado”, isso tem!
3. Quando ele diz que vai embora, a gente diz que ele vai se arrepender, que não vai achar ninguém igual a gente por aí (Isso é verdade...), que hoje em dia as mulheres são o que há de vulgaridade, que ninguém quer nada sério, enfim... Por que cargas d’água a gente não se valoriza tanto assim enquanto a gente tá lá do lado do cara?!? De nada adianta ser *A* mulher agora... tô errada?
4. Ouvi uma música que me deixou meio triste, por que será que é assim? Por que a gente relaciona música a certos sentimentos, pessoas ou situações? "You can travel the world/ But you can't run away/ From the person you are in your heart..."
5. Preciso dormir...
6. Que calor! Será que ligo o ar?
7. 10. Eu queria MESMO ter menos bunda. Homem não respeita mulher com bumbum grande! Hehehe... isso é sério!
8. Eu odeio não conseguir dormir por um motivo aparente.
9. Que horas são lá?
10. Preciso comprar meu remédio! Preciso do meu condicionador!
11. Adoro você... muito, a lot, demais, exageradamente. Sempre. Que saco...
12. Preciso conseguir mimir. Tô começando a ficar meio apática... Esse meu swing mood... não mereço...
13. Ter amigos é melhor, muito melhor do que chocolate! Juro, não falo de amizade de night e tal, falo de amigo-irmão, que de longe ou perto, se faz presente!
14. Seja um momento bom, seja um momento ruim... tudo passa.
15. “Poetry is not a turning loose of emotion, but an escape from emotion; it is not the expression of personality, but an escape from personality. But, of course, only those who have personality and emotions know what it means to want to escape from these things.” T.S. Eliot
16. Beijo na boca.
17. Colorido.
18. Suco de melancia com limão. Amo!
19. Ih... que sono... zzzzzzzz...

Thursday, January 19, 2006

Faça rolar!

... curioso perceber que poderia dar certo se a gente tentasse só mais um pouquinho.

Não falo exclusivamente de um amor, de um relacionamento “você+ela(e)”, mas falo também de um relatório difícil, de um quilômetro a mais na ciclovia, de uma besteira que você evitou falar e por aí vai.

Falo sobre querer e fazer!, a tal força de vontade de continuar perseguindo metas, eliminando pendências, crescendo interiormente p’ra refletir no exterior.

Não dá p’ra deixar passar uma vontade de dar um abraço, deixar passar uma pessoa que vale a pena ter perto, um amigo que te faz bem, o desejo de pular no mar depois de uma semana estressante, não dá... definitivamente!

P’ra mim, as melhores lembranças são conseqüências dos momentos "matando-a-vontade-agora!": o primeiro namorado e tudo mais que vem junto, bagunças nas sala da facul, viagens e mais viagens, lembranças de um beijo, das risadas que ecoam, pessoas queridas, cheiros que dão saudade, comidinhas que lembram minha infância.

Tudo isso é MUITO gostoso e existe porque fiz com que existissem.

Ok, escrevi isso tudo até agora só p'ra concluir que, na minha opinião, devemos tentar sempre.

Não quero ultrapassar limites a ponto de magoar pessoas, mas, na maioria das vezes, seja lá o que for, quero pegar, fazer, ter, viver. Quero, se for preciso, cair e machucar o joelho, mas quero dizer que pulei, me joguei nos braços do destino, sem pensar no final da história, na hora de desfazer o nó!

Não gosto de deixar as coisas “rolarem” como dizem. Não há frase pior do que “Ah, deixa rolar...”. Pode até fazer sentido, calar um desabafo desesperado, acalmar um coração angustiado, mas que é muito comodista, isso não se pode negar! Deus me livre deixar a minha vida rolar sem sentido! Faça com que ela role do seu jeito!

Ele tem filhos? Whatever! Você também vai querer ter um dia!
Quer um carro novo? Economize.

Ele é careca? Hahaha.. só rindo...
Europa? Paris? Economize. De novo!

Ele não gosta de chocolate? Bom, aí vou concordar que não rola.. hehehe.. joke!
Quer emagrecer? Vai correr na Orla, olha a cidade que você mora!!! Quer maior sorte do que essa?

Quer puxar assunto com aquele cara que você tá de olho? Você pode não concordar, mas sou a favor da tal da iniciativa! Liga, manda uma msg fofa, sei lá, dá um jeitinho de aparecer na vida do cidadão!

P’ra tudo há saída, jeito, solução: basta querer de verdade e ter coragem, afinal, a vida é única e é sua! Trate de vivê-la e não esperar que outros façam isso por você! Faça rolar!

reedição...


- A/C "DELE" -
Olá, pessoa!
P’ra você, que vai me acompanhar até a porta do Céu, escrevi essa wishlist... depois não digas que não avisei!
Procuro uma alma tão pura quanto o sorriso de uma criança, desprovida de sentimentos negativos, de culpa, rancor ou egoísmo. Essa alminha deve ter uma face eterna, um brilho constante e disposição de um adolescente!
E que, ao se tornar uma lembrança, que seja a mais marcante, a que mais arranha o coração, a que até faz ecoar vozes e exalar perfumes.
Procuro uma mão que, ao se encaixar na minha, não solte mais por nada e que me surpreenda com carinhos inesperados no meio da noite ou de um filme monótono. Que afague os meus cabelos quando eu ainda estiver dormindo e que me segure com firmeza quando o desejo for intenso.
Procuro também um colo quentinho e sempre disposto a me receber. E que me acolha quando eu chorar e que vá ao meu encontro quando eu quiser repousar.
E procuro lábios feitos de açúcar, uma língua toda de chiclete. Quero um beijo de amor p’ra sempre, de causar impacto, de fazer onda em mar tranquilo. De paralisar o mundo inteiro e criar, só p’ra nós dois, um código, um calor, a nossa coreografia.
E uma voz de arrepiar, de fazer estrago no meu coração quando estiver distante do meu ouvido. Que me transmita elogios mesmo ao sair do banho com corpo e cabelos pingando, sem penteado, maquiagem ou vestido comprido de festa.
Procuro um olhar que aprove meus passos e que entenda meus erros. Que seja interpretado sem ao menos lançarmos uma única palavra ao vento.
Um suspiro que arrepie e transforme o pensamento em nuvem.
Procuro alguém que me energize.

Que seja generoso e honesto, que eu admire mesmo seus menores feitos, que consiga me fazer esperar - feliz - a sua volta e que me faça acordar sorrindo. Que desperte em mim ardentes sentimentos e que mude o meu mundo p'ra eu nem lembrar da forma que era antes.
Quero servir de porto seguro, de certeza, de verdade. E que ele seja meu amigo, meu conselheiro, minha bateria.
Procuro companhia p’ra estar ao lado pelo caminho.
P’ra transformarmos – juntos – o chão em nuvens, as tristezas em lições e o dia-a-dia numa pista de dança das mais animadas, onde nossas almas dancem como se ninguém estivesse olhando e que nosso amor seja só o início de TUDO.

Tuesday, January 17, 2006

Melhor assim!

Coisa mais linda foi uma cena que eu assisti na praia!

Um sol incrível e eu, p’ra variar um pouco, acordei e fui direto p’ra praia, ler um pouco. Amo isso!

No meio da leitura, vejo uma mini-tsunami vindo do mar e levando os copos de mate, as cangas, as Havaianas, as Revistas da TV e tudo mais que a galera leva p’ra areia num domingo de sol. Eu, não tão perto assim da água, assisti aquele corre-corre natural de camarote.

Com toda a água que subiu p’ra areia, uma “piscininha” se formou num grande buraco e acabou virando a alegria dos pequenininhos. E eles corriam, felizes da vida, se jogavam naquela maquete de Piscinão de Ramos como se fosse a oitava maravilha do Mundo e já era notável que muitos incorporavam os mais temidos piratas e elas, as mais delicadas sereias.

Ser criança é muito bom, né?

Bom, de repente, um mini-homem desses, magrinho com um sungão – fofo demais!!! – me chamou atenção em particular pela felicidade que transmitia. Simplesmente, a figura, que pulava e se jogava como se areia e algodão doce fossem parentes, lança a seguinte frase:

“Eu não sabia que existia isso! Eu não sabia que existia isso!”.

Vamos combinar que essa ingenuidade dele foi fantástica, não é?

Eu, rindo muito e com uma imensa vontade de apertar ele de tão fofo que era, voltei à leitura pensando:

“Você ainda não sabe de tanta coisa, menino...”.

Melhor assim!

Friday, January 13, 2006

Sim, vou dar uma reclamadinha hoje...

P’ra deixar no ar uma dúvida-de-final-de-semana, aqui vai:

“E, aonde será que vai parar o nosso coração?”

O que percebo é que, como diria Lulu, estamos todos “... perdidos, sozinhos, errando de bar em bar...”!

Engraçado ver os homens reclamando das mulheres e vice-versa como se o nosso Rio estivesse sem estoque de boas pessoas p’ra oferecer. Será mesmo que está faltando “perfect match” por aí?!

Eu acho que não é isso...

Acho que o problema está numa descrença geral e numa, desculpe-me se te irritar, acomodação gigante de cada um dos "Solteiros no Rio de Janeiro"!

Muito interessante é ver essa tal juventude dourada. Você sai e vê sempre as mesmas pessoas, os mesmos rostos e ouve os mesmos assuntos, comentários, até mesmo fúteis, que não chegam a voltar p'ra casa na sua memória de tão vagos que soam.

P’ra onde será que vai o povo interessante dessa cidade, Redentor!? Lapa? Julieta de Serpa? (DUVIDO! rs...) Leituras na Casa da Gávea? Não sei, nem idéia, sei que ainda não me mandaram a newsletter desse lugar tão repleto de gente que não encontro geralmente...

Eu me uso como exemplo aqui e digo que cansei dessas nights da Zona Sul onde, supostamente, pessoas interessantes e descoladas deveriam estar. O Rio já não é lá essas coisas quando o assunto é noite, na Zona Sul então... tudo tão igual, tão parecido, tão “Se ela dança, eu danço”. No way, não dá mais...

Quando decidir estacionar meu coração, que seja num lugar bonito, seguro e que não tenha um Valet de R$8,00!

Tuesday, January 10, 2006

algumas palavrinhas sobre aquele negócio...

“Give me one more chance, and you'll be satisfied/ Give me two more chances, you won't be denied....”

“Back on the road again/ feeling kinda lonely and/ looking for the right guy to be mine…”

“I need love, love's divine/ Please forgive me/ now I see that I've been blind…”


Precisa de tanto?

“...Amo-te afim, de um calmo amor prestante, E te amo além, presente na saudade. Amo-te, enfim, com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante...”

“...Torre; que angústia estar sozinho! ó alma Que ideal perfume, que fatal Torpor te despetala a flor do céu?”

Precisa disso tudo?!

...


Bom, ele está em um zilhão de letras músicas, poesias lindas e nos filmes. Também o encontramos nos apelos das lojas, nos blogs (!), e-cards, comerciais de TV, clipes, revistas, nos livros e nos contos. Nos jogos de búzios, nas cartas do tarot, nas tatoos das adolescentes, cartinhas de pedido p’ro Papai Noel, nos outdoor, busdoor, “qualquer-coisa-door”, nos cardápios dos restaurantes e por aí vai.

Parece que ele fica faltando só em alguns lugares mais específicos: aqui, dentro do peito, aqui do lado, no nosso colo, lá no cantinho esquerdo da nossa cama, debaixo do edredom preferido, assistindo filme e tomando sorvete...

É, tô falando do amor sim, ainda tinha dúvidas?

Falo daquele amor, o tal, o fugitivo-mor, razão das minhas e das suas angústias, aquele que a gente passa a vida procurando e, às vezes, não encontra.

O amor, esse sentimento, coisa, treco, sei-lá-o-quê, que mexe tanto com a cabeça de todo mundo, há tanto tempo.

No início dessa semana, no meio de uma aula de spinning – veja só! – comecei a prestar atenção numa música.

P’ra variar.

O tema era um amor difícil e toda essa coisa meio cor-de-rosa. O fato é: preciso eu, às 7a.m., ouvir isso?! Poxa, acabei de acordar, nem tinha sintonizado ainda nessa estação, tinha abstraido a existência dessa coisa, ainda estava naquele automático: põe o tênis/ pega a garrafinha/ não esquece da chave de casa/ olha a poça/ “Fala, Pequeno*, beleza?”...

Por que será que o ser humano dedica tanto tempo p’ra falar/ escrever/ pensar sobre amor? Eu tenho a leve impressão de que atualmente as pessoas se questionam mais, pensam mais sobre isso.

Talvez porque no passado as relações deviam – no sentido de “dever” mesmo – ser mais estáveis, talvez porque hoje buscamos o melhor p’ra nós mesmos, nem que dure uma semana ou uma matéria da faculdade...

De fato, estamos um pouco obcecados com isso. E cá está a tal música...
“Baby when you're gone
I realize I'm in love
Days go on and on
And the nights just seem so long
Even food don't taste that good
Drink ain't doing what it should
Things just feel so wrong
Baby when you're gone”

Bom, o meu pensamento se resumiu nisso:

O ser humano deve ter algum bloqueio!

Por que a gente só se dá conta de que gostava de verdade quando a gente perde? Por que a gente não valoriza os pequenos detalhes antes de não poder mais conviver com eles? Por que a gente perde tanto, mas tanto tempo com besteira e inseguranças infundadas? Por que a gente vive baseado em “Se ele crescer...”, “Se ele for o cara...”, “Se ele não gostar do que eu queria dizer...”?

A gente pensa tanto no amor e, quando não tem um, não pensa nas respostas p’ra essas perguntas! Elas sempre pairam no ar, mas quem já parou p’ra pensar de verdade nisso? São poucos, tenho certeza.

Enquanto a gente passa a vida tentando entender o amor, a vida passa e a gente não acaba não amando.

O fato é que a gente, se ainda não conheceu, deve conhecer, algum dia, aquela pessoa que vai tirar os nossos pés do chão sem precisar de muito, vai fazer a gente cometer loucuras, ir passar a noite em outro estado, em outro país, só p’ra estar lá, pertinho, sentindo a respiração.

Não estou me lamentando aqui não! Não desta vez... Estou apenas comentando um fato que veio à minha cabeça... Essa obsessão, pressa de achar, sei lá...

Sei que vou vivendo feliz, intensamente, deixando o destino trabalhar por mim. Maktub!

Sem essa tal pressa de achar, sem a tal pressa p’ra receber você de volta...



* “Pequeno” é um professor lá da academia, o maior cara que já vi na vida e com o apelido mais “antítese” possível! rs...

Músicas lá de cima: “Even Better Than The Real Thing”/U2, “Someone to call my lover”/ Janet Jackson e “Love’s Divine”/ Seal.

Música lá do final: “When you’re Gone”/ Mel C & Bryan Adams

Poesias lá de cima: tanto o “Soneto do Amor Total” quanto o “Soneto de Londres” são dele, lógico, meu Vinícius.

Monday, January 09, 2006

Uma sóbria numa rave

(Antes que alguém venha me cobrar royalties, sim, o título é um plágio a um texto dos meninos dos Tribuneiros que, aliás, recomendo a leitura. Bom demais!)

Fui numa rave no sábado. Na verdade não foi rave de verdade, mas ia ficar ridículo se eu escrevesse “festa-de-música-eletrônica” no título.

Bom, o fato é que assisti ao show, interessante, dancei bastante e me diverti, não fosse a deprimente constatação que cheguei no final do evento: a minha geração é muito, muito fraca.

Vou explicar...

O cara é o melhor DJ do mundo – ao menos, foi o disseram quando comprei o ingresso. O lugar, mais lindo impossível: a Marina da Glória >> Que vista, que lua!

As pessoas foram assistir um show, dançar, quem sabe até, dar uns beijos. Tranquilo até agora, não? Aí é que tá... tranquilo demais! Não basta estar com amigos, não basta a música ser muito boa, não basta o nosso Rio de Janeiro no verão... numa boa, quem disser que a gente não teve sorte por ter nascido aqui é louco!

O que vi foi uma galera tão addicted, daquelas que precisa de um bando de bolinhas, coisa que abomino, p’ra dançar mais, aproveitar mais, sentir mais... Credo! P’ra quê isso?! O que vi de gente pulando sem parar, dançando sem parar, cheirando Vick-Vaporub sem parar... Coitados, seus corações vão parar tão cedo...

Não tô rogando praga, querendo ser macabra, jogando maldição, enfim, o ponto é que não vejo porque precisar disso p’ra ser feliz! P’ra quê tanto vício? Porque eu, desculpem-me os mais modernos, só entendo isso como um vício. A pessoa nunca deve ter curtido uma noite sem uma bolinha daquelas, não é possível... é tão bom voltar p’ra casa “limpa”, sem dor de cabeça, sem enjoo, sem nada, somente feliz por ter vivido aqueles momentos...

Enfim, não quero dar uma de “U-hu, sou a mais certinha do mundo”, não é isso.

Só não quero acabar com a minha vida, única e preciosa, p’ra endoidar numa noite e depois voltar p’ra casa quase “parindo um besouro”, como diria a Fau, com gosto ruim na boa, um vazio no peito. Tô fora.

Tanta coisa boa p’ra se viciar: praia, beijo na boca, fazer o bem, chocolate! P’ra que vou querer um treco que me dá palpitação, leva a pobre da pressão arterial lá nas cucuias, resseca minha boca, dilata as pupilas, muda meu humor!? Iiiih... tô forassa...

Thursday, January 05, 2006

Depende de tão pouco...

Dando início aos trabalhos, começo o ano falando de uma coisa que, diferente do que já estamos cansando de ouvir, não quer dizer prosperidade, renovação, boas energias e etc.

Quero falar sobre a capacidade que temos de decepcionar pessoas que, muitas vezes, amamos.

Pode ser uma amiga que te deu as costas por causa de um paspalho – mulheres, geralmente, costumam a deixar de lado as amigas por causa dos homens... tsc tsc tsc... já fiz isso, eu sei como é... – o namorado que traiu sua confiança, uma pessoa do seu trabalho que te passou a perna, enfim, o mundo está cheio desses lobos disfarçados de carneirinhos.

Eu costumo ver o lado bom das pessoas.

Muitas vezes sou surpreendida por atitudes covardes, provas de que eu posso me enganar e que deveria ser mais dura, mas não, não quero ser assim. Pode chamar de otária, Poliana, pateta, lerda, até de boazinha pode chamar que eu não ligo. Só não considero inteligente perder tempo com pré-julgamentos.

Na minha opinião devemos ser 100% em tudo: se for p’ra gostar, que goste direito, se for p’ra amar, que se dê de peito e mente abertos p’ro outro, se for p’ra mergulhar, que seja de cabeça e até o fundo!

Não imagino viver a vida com apenas 67,3% de aproveitamento, por exemplo. Na verdade, não tolero essa idéia! Ver pessoas jogando fora seus tempos, como se a vida não fosse nada mais do que uma obrigação ou uma conta a ser paga, me deixa muito triste...

Sei que essa forma de viver pode fazer com que eu ainda caia muito, sinta o joelho ralado ou lascas no coração, mas me conforta saber que, quando a minha luzinha apagar, vou poder dizer que vivi tudo. Que não suprimi nadica de nada, palavra, vontade, desejo, toque, declaração de amor, pipi ou sapato apertados! Tudo foi dito e feito com primor, dando aquele alívio!

E é aqui que entra a minha idéia inicial, a de falar sobre decepção...

Quero sim, viver tudo, mas também quero ter noção do momento de parar. Não quero viver tudo, tudinho, e quebrar corações por aí, não quero ser eu e magoar quem eu amo, não quero pisar nas flores que plantaram com tanta delicadeza, comer o chocolate que não é meu e que alguém guardou no fundinho da geladeira p’ra atacar durante a madrugada... não é da minha estirpe, eu não faria isso! (E olha que estou falando de chocolate também!!!)

Mas tem gente que faz e não liga, tem gente que faz, sabe que errou e continua fazendo, pisando na flor, comendo o tal do chocolate. Cara, por que é que existe tanto FDP (perdão pelo termo, mas só falando assim mesmo!) solto por aí?!? O que falta nessa gente? Coração?! Noção? O remedinho do Simancol? Sei lá... Bom, não dá p’ra julgar, isso não veio do Céu no meu Job Description, mas sei que eu não vou ser assim nem em 2006 nem nunca.

Quero viver bem, comigo e com todos que amo. Quero pegar as vidas dos que encontrar por aí, transformar em folhas em branco e escrever histórias lindas em cada uma, com cuidado p’ra não amassar, p’ra não deixar com marcas feias que não saem mais.

Ser feliz depende de tão pouco...

Wednesday, January 04, 2006

pé direito...

"...Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."
(Drummond)

Com o fragmento acima eu concordo e recomendo o mesmo.
Agir, mover-se, mudar de lugar.
Acordar e abrir DE VERDADE seus olhos, coração e mente.
Novidades, curiosidade, coragem.
Precisamos com urgência!


Eu, Mari e Taci já começando a fazer valer esse Ano Novo...

Saturday, December 31, 2005

~.~.~ Como uma Onda no Mar ~.~.~

Navegar e nunca ancorar por ancorar.
Buscar um porto seguro, o caminho de confiança, a corrente ideal.
A certeza de um manhã serena, de uma praia linda, o sol brilhando na água...
Sim, o mar é a minha maior inspiração, sempre.
Não canso de ouvir, não canso de ver, não canso de sentir.
Nada como as ondas, indo e vindo constantemente, p'ra mostrar com clareza p'ra gente que tudo, tudo passa.
P'ra brindar o novo ano - de renovação e energia boa já tão presentes no ar - eu deixo um texto de outro amante da água salgada... muito pertinente, faz muito sentido p'ra mim e essa é a rota que eu vou fazer. Recomendo.

"Um homem precisa viajar.
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto.
Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente como é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver.
Não há como não admirar um homem - Costeau - ao comentar o sucesso do seu primeiro grande filme:
'Não adianta, não serve para nada, é preciso ir ver'. (...)
Pura verdade.
O mundo na TV é lindo, mas serve para pouca coisa.
É preciso questionar o que se aprendeu.
É preciso ir tocá-lo."
(Amyr Klink )

Thursday, December 29, 2005

2006


Seja bem-vindo à minha vida.

Seja feliz, corajoso, importante, surpreendente.

Seja carinhoso, único e fiel.

Seja só você, seja você mesmo.

Seja meu, seja o todo, seja metade.

Seja sim, seja não.

Seja hoje e amanhã, seja ele.

Seja curioso, perguntador!

Seja meu tesouro, segredo, saudade.

Seja colorido, alegre, seja beijo e abraço!

Seja forte, caloroso, seja tentador, tesão.

Seja engraçado, danadinho e rebobinável... se necessário.

Seja aberto, sincero, sem dúvidas.

Seja uma carta de amor, muito, só e puro, todo amor.

Seja cheio de amigos e mais amigos.

Seja tempo bom, Lagoa, praia, Paineiras.

Seja delicioso, água gelada, água de coco!

Seja uma folha em branco, prestes a receber uma história fantástica.


Seja bem.

E quem é que manda aqui?

Às vezes perdemos o rumo, saímos em busca de algo, sem pensar, sem processos de “inspira/ expira”, sem medo de não dar certo.

Acabamos nos norteando por um vento forte que vem não sei de onde, e que é, sem dúvidas, capaz de mudar nossas relações, estilos de vida, trabalho, gosto por comida ou religião.
Não sei se estou sendo clara, mas o que quero dizer é que nem sempre o que achamos é aquilo que buscávamos. Nem sempre o cara que você encontrou é exatamente como você “pediu a Deus”, nem sempre aquele trabalho é o que você mais ama no mundo, nem sempre você consegue sair p’ra almoçar, nem sempre você está feliz com o seu corpo.
Fazer o quê? Ficar inerte como a montanha que a onda esculpe com o passar dos anos? Na na ni na não!

Acho que precisamos, uma hora ou outra, sacudir nossos tapetes, mudar os pensamentos de lugar, olhar por outro buraco da fechadura, enfim, levantar a cabeça e seguir o nosso caminho; não o dele, não o daquela pessoa que você acha incrível, não o que é mais correto tradicionalmente.

Não ser alguém que é conveniente ser, não se anular e virar cópia de outro, não ser ligado às tendências, ao consumismo frenético, não ser coisa que você não é.

Aproveitando os famosos to do’s de 2006, digo: é hora de ser apenas você, puro e simples e mostrar quem é que manda nesse pedaço!

Wednesday, December 28, 2005

desejo...

Depois de ler uma milhão de lindas mensagens sobre o que todo mundo deseja p’ro ano que vem, eu resolvi escrever exatamente sobre o contrário: o que eu não desejo nem p’ro ano que vem, nem p’ra nunca.
Falo, primeiramente, sobre perder amigos, amores, entes queridos. Isso não desejo p’ra ninguém. Mas, quando digo “perder” não é necessariamente sobre morte que penso. Pode ser distanciamento sem ligação posterior, saudade doída, ruim demais!, olhares perdidos, desencontros...
Tenho medo de perder o cotidiano, perder a intimidade com quem já tive um dia ou perder a cumplicidade dos amigos. Eu tenho medo de perder as coisas rotineiras. De perder conversas diárias, assuntos comuns, as praias seguidas de Manekineko, os chopps que, apesar de eu não ir p’ra beber o chopp em si, são as festas dos domingos, amigas falando todas juntas num barulho que só a gente entende, as voltas p’ra casa como sol nascendo, as piadas mais bobas – mas sempre as melhores! – as ligações só p’ra dizer “E aí?”, as descobertas (thongs!), abraços silenciosos que dizem tudo, as viagens mais inesquecíveis e por aí vai...
Tenho medo, muito medo de perder mãe, pai, irmãos. Pessoas com quem convivi desde que era um nada ainda... Colo, carinhos sem hora p’ra acontecer, disponibilidade de ouvir, conversas, bilhetinhos na cabeceira da cama desejando “Boa Sorte!”...
E de perder um amor? Fato que quando a gente acha um amor, o que a gente menos quer é que ele parta, suma do mapa como se fosse devastado por uma tsunami. Medo de não ter mais a mão que encaixa com perfeição, o beijo que trás paz, o olhar que transmite serenidade, a voz que arrepia e faz nascer desejo.

Também desejo não ser arrogante, tímida ao extremo, nem exagerada demais.

Desejo não ter que me preocupar com as esquinas da minha Cidade Maravilhosa, desejo não precisar dizer não p’ra uma criança carente.

Tenho medo de perder a liberdade de ir e vir, medo de não ter mais paciência p’ra escrever, de comer mais do que deveria.

Medo de ser complicada, de ser romântica demais e medo de ser magoada. Ruim, dói muito isso.

De querer alguém que não me quer, de tropeçar e machucar o joelho, de escolher o chocolate mais caro e não gostar.

Medo de ser impaciente, de não saber esperar, de querer resposta correta e imediata p’ra tudo!

De olhar p’ro lado e não te ter mais, de olhar p’ra dentro e não te ter mais...

Sim, tenho medo, muito medo de ser lembrança vaga, sem muita definição, pessoa que passou com as águas de Março que sempre levam o Verão.
Exorcisar esses medos no Reveillon é o melhor que se pode querer e, consequentemente, fazer.
Então, por fim, desejo que todos os meus e os seus medos sejam desfeitos e se transformem em motivo de risada...

Friday, December 23, 2005

Feliz Natal!

....E aqui vai um texto como forma de homenagear 2005 que foi, para mim, o ano da AMIZADE.
- - -
Dance muito.
Gargalhe.
Abrace e beije muito, a vida é de graça.
Faça de cada segundo, um segundo extraordinário!
O caminho pela praia, a volta pela chuva. Uma paradinha ali pra ver o pôr-do-sol.
Ouça suas músicas preferidas. E quando ouvir algo que goste, cante e dance muito.
Sorria para as pessoas na rua. Seja louco, impulsivo, verdadeiro, intenso.
Dê a sua melhor versão para o mundo.
Faça de todo dia uma grande festa, dessas completas, 0800, tudo regado!!!
Acredite, motivo é o que não falta!
Não brigue com pessoas feias, más ou invejosas, elas não têm absolutamente nada a perder.
Ande descalço, sinta o cheiro da maresia, da chuva na grama. Faça amigos novos.
Seja leal, sobretudo a si mesmo.
Brinque sempre.
Relembre. Dance mais, muito mais.
Sinta.
E quando sentir, diga para quem é de direito - pois você sabe, esse momento pode nunca mais se repetir.
Faça alguma coisa nova todo dia ou alguma coisa que te assuste, ou simplesmente alguma coisa que você adora fazer - mas, faça algo por você.
Cultive uma vida repleta de amigos, loucos, especiais, elementos essenciais.
Tenha uma vida de paz.
Uma vida feliz, intensamente feliz.
Mas lembre-se: felicidade não é uma estação de chegada e sim um modo de viajar.
Portanto, construa suas verdades, espalhe seus valores. Sinta a vibração, a paz e a energia. Sorria de novo, na verdade, sorria sempre.
Batalhe por um mundo melhor.
Agradeça sempre, na verdade, agradeça muito.
Agradeça quando viver um momento especial e quando esse momento acontecer, faça qualquer coisa para que ele seja memorável, inesquecível, eterno de alguma maneira.
Ouça.
O vento sempre toca uma canção dessas que uma banda nunca toca sem razão.
Tire muitas fotos, elas eternizam momentos que não voltam mais.
Seja borboleta: transmute, transgrida, transcenda. Voe num limite improvável.
Sonhe muito e sempre.
Seja muito feliz e lembre-se que só existe uma coisa melhor que fazer novos amigos: conservar os velhos.

Wednesday, December 21, 2005

.:~: a lot like love :~:.

Tem gente que, mesmo sem saber, faz um bem danado p’ra gente.

Pode ser aquela prima que você ama só de saber que existe, o professor do MBA que você fica pasma só de observar, um amigo que nem é aquele “best friend” declarado, mas que te energia tanto a cada conversa, alguém do trabalho que passa uma sensação boa, quase indescritível, enfim, o mundo é repleto de gente que nos faz bem.

Sim, lógico que não é todo mundo que vê graça em pequenos gestos, mas quando achamos gente assim, eita, não dá vontade de sair de perto, manter contato, seja lá como...

Eu mesma comecei a observar isso há pouco tempo.

Existem milhões, zilhões de maneiras de dizer “eu te amo” sem que essas três palavrinhas sejam ditas. Não acho que sempre seja necessário falar que ama, que ama e que “ama-mais-ainda-infinito-ganhei!”.

O amor deve estar nos pequenos gestos, nos momentos mais simples. E tem muita gente que faz, até mesmo sem perceber, coisas en-can-ta-do-ras!

Uma troca de olhares que acalma sem que palavras sejam trocadas, um abraço de corpo todo, encostar rosto com rosto, aquele calor gostosinho que dá, mãos coladas, corpos colados, ajeitar o cobertor, proteção, cafunés... “Ai, ai...”

Ouvir a risada daquela amiga que você quase não vê, sentir serenidade com a presença dele (a), pegar uma carona e ser presenteado com um papo delicioso, daqueles que, quando a gente chega em casa e tem que descer do carro, chega a dar peninha. Ligar só p’ra saber se tá tudo bem, vestir roupa nova p’ra homenagear, guardar fitinha de presente ou pétala de flor, mandar flores, convidar alguém p’ra tomar água de coco na praia, p’ra olhar a Lua, respirar junto...

Flores, um bilhetinho deixado na beira da cama, o cheiro do perfume dele no meio de um shopping lotado, um telefonema no meio da semana, aquela voz, aquela segurada firme seguida do beijo mais incrível, nossa! ... Risadas e risadas e risadas!

Beijo na bochecha, coisa mais sutil e tão poderosa ao mesmo tempo! Receber um beijo desses do nada, sem motivo é o que há de melhor! Eu amo beijo na bochecha!

Vai me dizer que tudo isso não é “eu te amo”, só que em outro formato?!

Bom, tudo que é simples e que, por ser tão simples, a gente até acaba esquecendo depois que elas passam... Aquelas coisas que, quando lembramos, por um motivo ou outro, o rosto estica e abrimos um sorriso - saudosiiiiista - no catinho do rosto!

Isso sim é vida, é amor. Alguém ainda sente tanta necessidade do “eu te amo”?!

Friday, December 16, 2005

pensei enquanto dirigia...

"Carro. Definitivamente, eu odeio isso... Onde coloquei o controle da garagem? Na boa, preciso com urgência de uma máquina de tele-transporte daquelas de desenho animado!!! Surtei? Será? Acho que não…Isso é sono, muuuito sono! Dormi mal com medo de estragar o esmalte... Ih... pior que amassou um pouquinho! Perua? Eu não sou perua, tô longe disso. Ih! Preciso comprar um monte de presentes p'ro Natal! Cara, tô usando óculos! Olha isso... Tô muito com cara de secretária sexy! hahahahaha... tadinha... Opa! Preciso fazer a listinha de wishes que a mami vai trazer de Paris p'ra mim... Prioridade -1! Essas listinhas de TO DO's são muito a minha cara... Ai, ai, ai, virginianos malas... Nossa! Viu a confusão da Varig? Nossa! Recebi um e-mail da Segurança daqui dizendo p’ros funcionários evitarem a Av. Niemeyer à noite! Que beleza, o Rio tá entregue mesmo... A Copa do Mundo tá chegando, preciso pensar, preciso pensar, rápido! Hmmm... Outra facul? Será? Ouvi um "Engenharia Mecânica"?!? Hmmm... talvez... hahahahaha... essas proporções me deixam louca! Eita! Esse cara tá correndo muito! Logo de manhã, meu filho?!? Precisa disso?! Credo... Que saudades! Ai, mein liebchen... Que saco! Blergh!

Ih! Não creio! Eu gravei essa música?! Eu amo essa música, amo, amo, amo, 40 vezes amo! É muito o que eu sinto, muito eu!

Olha...

- BABYLON -

David Gray


Friday night, I'm going nowhere

All the lights are changing green to red

Turning over TV stations

Situations running through my head (SEMPRE!)

Well looking back through time (SEMPRE! De novo.)

You know it's clear that I've been blind

I've been a fool

To ever open up my heart

To all that jealousy, that bitterness, that ridicule


Saturday I'm running wild

And all the lights are changing red to green

Moving through the crowd I'm pushing

Chemicals all rushing through my bloodstream

Only wish that you were here

You know I'm seeing it so clearI've been afraid

To show you how I really feel

Admit to some of those bad mistakes I've made

If you want it

Come and get it

Crying out loud

The love that I was

Giving you was

Never in doubt

Let go your heart

Let go your head

And feel it now


Babylon, Babylon...


Sunday all the lights of London (%$&*?!)

Shining, sky is fading red to blue

I'm kicking through the Autumn leaves

And wondering where it is you might be going to

Turning back for home

You know I'm feeling so alone

I can't believe

Climbing on the stair

I turn around to see you smiling there

In front of me"

Thursday, December 15, 2005

Porto seguro...

Li um texto hoje sobre superar o passado, viver olhando p’ra frente, essas coisas...

Sinceramente, li, reli, reli de novo e cheguei à conclusão de que tudo que estava escrito faz total sentido, é perfeito... é perfeito se você conseguir colocar p’ra funcionar dentro de você, logicamente.

De que adianta ter essa idéia em mente se não dá p’ra ouvir aquela tal música que lembra ele?

De que adianta ter essa obsessão dentro do peito se quando ouvimos aquela voz ou vemos o nome dele no Inbox, o mundo todo pára e o nosso coração quase pára junto?

De que adianta agir assim p’ra todo mundo quando a pessoa mais importante desse bololô você não engana?

De que adianta poder ser de mil outros por aí enquanto o único beijo que encaixa com perfeição no seu é o daquele que nem por perto está?

De nada adianta nada!

Nem pensamento positivo, urucubaca ou simpatia!

Tem que ter muita força de vontade, muita calma, mas muiiiita calma mesmo! Aquelas frases mais defaults, ao melhor estilo “O que tiver que ser, vai ser!” são ditas por um bando de gente, mas quem disse que é fácil de ouvir, absorver e colocar em prática? Ninguém disse e nem vai dizer, garanto...

Mas, no apagar das luzes, acabo concluindo que tudo isso é a vida rolando, nossas histórias sendo construídas, conquistas, desilusões, as tais águas de março - abril, maio, junho... - fechando o verão...

O que não podemos é deixar de viver, de remar e remar, de ancorar o barco só por ancorar. E que nossos barquinhos anconrem numa terra firme, muito sólida e em dia de sol a pino, ainda por cima, fazendo valer cada esforço, gota de suor pingada, desejo suprimido.

Tuesday, December 13, 2005

que tem, tem!

Acabei de ouvir um elogio e já desconfei! Que chata que eu sou, ora bolas!
Quem dera acreditar de primeira em tudo ouvimos...

“Tá linda!” soa como um calar àquelas mil perguntas “E agora?”, “Tem certeza que tá bom?”.
O “Eu te amo!” parece soar como uma frase sem propósito, sem significado implícito.

Será que ser mulher também é não acreditar de primeira em tudo que ouvimos?

Escrevo isso porque para os homens as coisas são como são e não se fala mais nisso.
Obviamente que, com o tempo e com a convivência com as mulheres (!), eles acabam aprendendo que um “Tudo bem...” pode não significar que está tudo bem mesmo, pode ser um tease p’ro início de uma DR* ou algo que o valha.
Aí entra toda aquela coisa do saber lidar com a gente, de ser carinhoso, cheio de denguinho...

A gente ouve tudo que eles falam e mais: a gente “ouve” o corpo, o olhar, o jeito de segurar na nossa mão, a respiração, enfim, a gente “ouve” todo e qualquer sinal que eles nos dão. E é aí que mora o perigo!

P’ra que tanto “Tem certeza?” ou “Ama nada!”?!?
Só p’ra ouvir mais “Eu te amo”?
Não há necessidade, nenhum homem em sã consciência não vai falar isso só por falar, só p’ra te agradar.

Duvido.

É fato que nós somos mais inseguras no quesito relacionamento do que os homens, até mesmo pela cultura machista na qual fomos educadas.
Posso até englobar gente que não se encaixa neste perfil, mas de forma geral acho que estou acertando.

Mulheres, querendo ou não, exageram na dose. Admito e peço desculpas em nome da categoria.

Pobres homens que não temem ao mudar o dia do futebol ou ao encontrar com os amigos em plena quarta-feira como se fosse o absurdo dos absurdos!

Como diria Martha Medeiros, qualquer mulher - atenta e suficiente desconfiada p’ra ter nascido mulher mesmo - pensaria: “Aí tem!”.

* DR = Discutir a Relação. Homens abominam isso, nós também, mas alguém tem que falar, não é? rsrsrs...

:: Love's Divine ::

Em homenagem à minha irmã que entrou recentemente “p’ro clube”, reedito um post antigo.
Com direito a alguns “updates” afinal, percepções mudam, sem trégua, de maneira natural, todo o tempo...

- - - -

Estou solteira pela primeira vez em alguns anos.
Estou feliz, de verdade, e de coração aberto.
Sinto que estou muito mais observadora do que costumo ser. Depois de um período de agitação mais do que frenética, sinto que entrei num túnel de tranquilidade, de paz interior mesmo.
Estou observando muito o comportamento das pessoas a minha volta, talvez por querer entender melhor o ser humano, talvez por querer sempre absorver as coisas boas que elas têm para me passar.

Uma coisa que continua me chamando atenção é a tendência que os "solteiros" têm de se retrair e guardar o seu próprio coração a sete chaves, protegido por uma muralha maior do que a da China.
Por que é tão difícil acreditar num amor puro e simples, sem “pés-atrás” ou coisas do genero?

Em nossas fantasias românticas, podemos até achar que estamos curtindo muito ao irmos p'ra night com aquela roupa, aquele cabelo, aquele ar de "Tô podendo sim!" ou seduzindo, nos mostrando "available" demais, mas na verdade estamos apenas na defensiva, isso tudo é medo de ser de alguém de novo.
Medo da tal “chama” que só é eterna enquanto acesa e que sim, querendo ou não, vai apagar um dia...

Esquecemos que vale a pena mergulhar nesse sentimento que dá substância à vida, sem ficarmos presos ao passado. Muitas vezes nos mantemos distantes da pessoa que amamos de verdade, esperando que ela conquiste nosso amor pela primeira vez, segunda, terceira ou p'ra sempre.
Esquecemos que é para que o universo conspire por nós precisamos dar amor e não apenas recebê-lo. Nos abrir, corações e mentes positivas, limpas de traumas ou passado.

É sempre bom lembrar que o amor é um sentimento de mão dupla, essencialmente baseado na troca de afeto, carinho e compreensão. Acho que se você se sente só, briga com a solidão e tenta desvendar as artimanhas que levam ao amor mágico, inconsequente, insuportável e incansável, a primeira coisa a fazer é um questionamento.
Eu fiz isso.

Olhar p'ra dentro: será que você deposita muitas expectativas sobre esse "amor ideal" e assim aumenta suas exigências a ponto do resultado quase sempre ser desilusão?
(Eu sou muito assim, por isso pergunto... Sempre acho que aquele cara vai ser "o" cara que vai mudar a minha vida p’ra eu não querer nem lembrar de como era antes...)
Acho que para que um verdadeiro amor nasça – e sobreviva! – é fundamental cultivar a aceitação do outro e se dispor a experimentar conflitos.
Quem que nunca passou por um impasse típico de casal?
Bom, creio que o importante é não ter a pretensão de usar paradigmas do que é certo ou errado, bom ou ruim. O que vale para um pode não valer para os dois... Aprendi isso depois de muuuuuito tempo, muitos impasses, muitos “don’t travel South(piadinha interna, sorry!)...
E o que fazer para ser inteiro, verdadeiro, "everlasting"?

Para nos abrirmos ao amor sem querer que o outro compense nossas frustrações ou nosso vazio interno, primeiro devemos aprender a amar a nós mesmos.
Parece um clichê barato, mas é a pura verdade.
Com base em uma fundação forte de amor próprio, surge uma disposição natural de amar os outros sem cobranças e expectativas.
Nós, mulheres, tendemos a ser "piores" nessa questão de auto-estima: por mais que a sociedade evolua e diga que descartou certos preconceitos ultrapassados, ainda somos condicionadas a querer um alguém "mais" do que nós – mais velho, mais inteligente, mais alto, mais bem-sucedido, mais imponente no contexto geral.
Os caminhos do amor podem ser tortuosos, indecifráveis, cheios de mistérios e brumas de Avalon, mas vale muito a pena aceitar o desafio e seguir. É só uma questão de nos despirmos de nossas crenças e valores arraigados, nos despir da rigidez, do conservadorismo e da teimosia.
Não tenha medo de amar, mesmo que isso remeta a um sofrimento do passado, pois só um novo – e verdadeiro! – amor cura as feridas do velho amor.

(Isso é mais certo que feijão+arroz, futebol+gol, chiclete+banana, homem+mulher, yin+yang!)
OBS: o título desta reedição fica por conta de uma música do Seal que eu amo. Vale a pena ouvir!

some poetry...

Oi! Bom, reuni umas poesias fofinhas que li...
Sobre o amor, saudades... soupirs...
- Chega Logo -

Como uma flor esperando p'ra desabrochar
Como uma vela esperando p'ra ser acesa
Eu estou aqui esperando por você
Chega logo em casa e com seu corpo me receba

Como o deserto esperando a chuva intensa
Como a lua esperando os amantes
Estou aqui esperando por você
Chega em casa, vem, me desperta como antes

Meu pobre coração tem estado no escuro
Since you’ve been gone...
É você quem o desperta.
Você. Só você.

O som esperando a nossa música
A boca, pelo prazer, aberta
Estou aqui, sentada, esperando por você
Chega em casa, vem, me desperta..
- Em você -

Acredito em você.
Em você que faz minha pulsação acelerar
Em você que me deixa rouca
Em você que me deixa...

Não acredito em quase nada,
Mas em você eu acredito.

Acredito em você
Que me beija e eu vejo estrelas
Que dança comigo e me faz flutuar
Que me segura como se não fosse nunca mais me largar
E que me ama.
E ama.
E ama.
Até a noite virar dia.
- Quem é você? -
Nesse beijo
A eternidade eu conquisto
Abdico da vida
P’ra viver esse desejo

Não, p’ra casa agora não!
Cedo ou tarde, acaba
Mas essa noite não.

Andaria o mundo inteiro
P’ra sentir você
Eles não entenderiam
Todo esse porquê.

Mas preciso saber quem você é, querido.

Todos os momentos de verdade nessas mentiras
Quando tudo fica escuro e você traz a minha luz

E continuo caminhando só p’ra ver. Te ver.

Quando tudo parece ter se acabado
Olho e vejo: você.

Andaria o mundo inteiro
P’ra tocá-lo

Só p’ra saber quem você é.
- Ai! -

Desistiria da eternidade p’ra ver você de novo.
Peitos colados, seu corpo pesando sobre o meu.
Queria uma vida de abraço, que fosse um minuto de vida...

Seu cheiro me tira do sério, nossas almas dançam numa coreografia só delas, pra quê tanta distância? Não te dói essa saudade?

Seu perfume eu jamais esqueço,
Seu roteiro eu bem conheço.

Ai, ai
Tão perfeito
Esse meu sujeito...
- Doce Ilusão -

Quando deito, é você quem vejo.
Fecho os olhos e tenho você no meu peito. Tão perto, tão vivo
É, menino, você ainda mexe comigo...

Quando acordo, você já foi.
O dia é tão lento, demora p’ra acabar
Meu coração, todinho seu, mal pode esperar
Essa noite, caminho tão comprido... p’ro nosso novo encontro chegar...
- Quando? -
E no meio de tanta luz eu encontrei o seu amor.
Encontrei o seu olhar, a sua respiração, a vida da minha vida.
Só quero você.
Ontem, hoje, agora e sempre.

Aquele abraço, coração com coração e eu me sentindo mais viva do que nunca.
Serei sua, ah, se serei!
Ontem, hoje, agora e sempre.

Thursday, December 08, 2005

blá, blá, blá...

Acho lindo esses casaiszinhos que, quando juntos, estão sempre num processo de troca seja essa troca uma conversa infindável, seja essa troca um silêncio compartilhado, consciente. Às vezes não é preciso mais do que o silêncio p’ra sentirmos a presença do outro em nossas vidas, não é? Vale olhar, toque, abraço e por aí vai.

Dia desses, almoçando num shopping desses, vi um casal fofo. Comecei a pensar – p’ra variar um pouco... - sobre isso e acredito muito que a chave para um relacionamento de sucesso é, acima de qualquer coisa, uma boa conversa. Não há nada melhor, na minha opinião, do que um cara inteligente e que te faz rir.

Casaria com um desses a-g-o-r-a!!!

Num namoro, casamento, whatever, acho que precisamos saber ouvir e não há nada mais agradável do que ouvir um alguém que sabe falar. Não digo falar por falar e sim, conversar, demonstrando conteúdo e ciência do assunto em questão. Além disso, tem também aquilo que a gente ama: ouvir declarações, elogios, ai, ai... (suspiros!). Vamos combinar que ouvir um “Você tá linda!” depois de uma sexta-feira estressante de trabalho é o que há!

Bom, resumindo o papo porque já está bem tarde e preciso dormir um pouco, a questão é que dispenso um cara que de, digamos, “agradável”, possua apenas um corpo sarado, cabelos milimetricamente penteados ao estilo Garnero (affff...) ou o carro do ano que ainda nem veio.... fora, tô fora.

Agora, aquele que me arrepia sem nem encostar um dedinho, só de ouvir a voz por perto, aí sim...

Wednesday, December 07, 2005

It's about time...

Its about life...

Its about fun...

I hate you, I love youI just can't remember to forget you

Who are you, who needs you?

You make me feel alive, I die, so high

I'm crawling on the ground

I have found I can fly

One of these days it all comes together

One of those days that goes on forever

Think I sound crazy? Maybe, whatever

What's it all about?

It's about life, it's about fun

It's over before it has begun

It's about you, it's about me

It's about everything between and I say

I'm saying goodbye to you, I say hi to you with no clue

It's about time that I

Make up my mind

It's simple, confusing, the truth is

I'm winning but I'm losing

And pulling and pushing, won't do me any good

It could, it should

I'm honest to myself that the truth is I lied

One of these days it all comes together

One of those days that goes on forever

Think I sound crazy? Maybe, whatever

What's it all about?

Time is creeping behind me, surrounding around me

Fading the words so desperately

Now give me a reason that I can believe in

Time is something you can't rewind

One of these days it all comes together

One of those days that goes on forever

Think I sound crazy? Maybe, whatever

What's it all about?

Tuesday, December 06, 2005

Não vê quem não QUER.

Engraçado como às vezes a gente não quer ver o óbivo, não quer escutar as verdades, não quer cair na real.

Pode passar um tempão, sermões são escutados, mais e mais comprovações ali, na pontinha do nosso nariz, mas a questão é que se não trabalhamos certos assuntos dentro da gente, nada funciona, nada vai p’ra frente, continuamos com as mesmas falsas crenças, opiniões que, no fundo, não tem lógica... nós mesmos sabemos que não tem lógica ué, mas e daí?

“Algo” diz que pode ser sim, que vai dar certo um dia, que é p’ra ter calma, seja o tal problema relacionado a um amor que empacou, seja relacionado aquele emprego que você procura por toda a vida. Mas, o que seria esse “algo” que vive a dizer um bando de coisa p’ra gente?! Acho que “ele” é, nada mais, do que uma defesa que a gente cria, escudo invisível, preguiça de encarar a realidade e ter que procurar um outro alguém ou colocar o currículo no mercado de novo.

Complicadinho isso, não?

Pense que você vai ver quantos casos de amor empacados você conhece... um monte! Ainda são iguais, ningué mudou uma gota, nada leva a crer que isso poderia ter ocorrido, não precisaria nem olhar p’ra trás p’ra saber, mas lá vão eles, crendo que ainda dá, que ainda podem mudar o outro... ledo engano, tolice, muita pretensão achar que somos capazes de mudar alguém.

Amigos falaram – e falam!, sua mãe cansa de insinuar o que pensa na maior sutileza, o seu dia-a-dia indica, mas lá está você, batendo cabeça num lugar que não curte, numa atividade que acha boring até dizer chega! Por que não sai logo daí? Simplesmente porque deve ter medo da mudança, medo do novo.

Bom, resolvi escrever isso porque tô tomando coragem... mas, isso já é assunto p’ra outro post...

Beijos!

Wednesday, November 30, 2005

A repressão das paixões pela razão.

Uma amiga minha, ao ouvir meus lamentos, disse: “Tudo de bom que você fala é só uma idealização sua, coisa da sua cabeça... ele não é assim não...”. Se ela está certa ou não, só o tempo mesmo p’ra dizer ou então, eu mesma, indo atrás e quebrando a cara depois de tentar e perceber que ele não é mesmo toda essa Brastemp que eu quero lá p'ra minha cozinha...

Eu imagino mil coisas, você imagina, acho que todo mundo que deseja alguma coisa ou alguém that much acaba idealizando mesmo, pensando sempre de forma positiva, que vai dar certo, que vai ser bom, que ele é fofo, carinhoso e mais todo aquele “u-hu” que busco... buscamos.

Seriam almejos de nossos corações que, ao serem reprimidos, passam a viver num mundo surreal, imaginário, só para não acreditar no que todo mundo vê e a gente não?

Como se todos que estivessem fora daquela história conseguissem ver as respostas e só você, que tá lá dentro desse bololô todo, continua vivendo nesse mundo de emoção, num castelo de areia.

Aí é que entra uma dúvida minha: deveríamos deixar a razão dominar a nossas emoções? Ou deveríamos lutar até o fim para, quem sabe, conseguir fazer com que essa emoção toda vire verdade, fiel à cada detalhe que desejamos por tanto tempo?

Bom, a minha resposta é a seguinte...

Sou uma típica virgininana, racional e planejadíssima – p’ra não dizer “chata!” :-) – só que, em se tratando de assuntos do coração, prefiro deixar a onda me levar, o mar empurrar até não dar mais, até chegar na praia...

Viver o que sentir, ser o que quiser, falar e nunca reprimir nem um desejo. Amar como se não houvesse um amanhã, como se segunda-feira não existe, contas p’ra pagar fossem de brincadeirinha ou problemas p’ra resolver se resumissem ao sabor do suco que vou pedir no almoço de amanhã!

Amores, duradouros ou não, valem a pena sempre.
Como diria o meu amado poetinha, “Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.

Monday, November 28, 2005

Constellations

Noite dessas, estive olhando p’ro céu. A lua, as estrelas, enfim, a noite como um todo me fascina muito.

E se cada um de nós fosse uma estrelinha?

Se é que é possível viajar assim - não sei você, mas me permito de vez em quando.. - entendi que não há motivo p’ra sentir saudade. Estamos todos lá, no mesmo céu. Perto ou longe uns dos outros, mas sempre no mesmo céu.

E também pensei que esse brilho que garante nossa existência lá em cima depende só da gente, do quão bom queremos ser para o mundo e para nós mesmos, condição fundamental p’ra felicidade, ao meu ver.

Ah! Isso sem falar nas diferenças que vemos nos outros, quando, na verdade, somos todos iguais.

Lógico que isso são elocubrações minhas sem teoria ou nada mais sério por trás, mas é que sinto que a natureza está aí p’ra nos mostrar, em momentos simples como este que descrevi, algumas lições que não percebemos no dia-a-dia, com essa correria toda.

So tired of being alone…

Quero escrever uma cartinha, colocar na garrafa e atirá-la ao mar.

No texto, nada mais do que um pedido: um par, duplinha mágica, amor p’ra vida toda.

Enquanto se é de alguém, imaginamos que não deva ser tão difícil encontrar uma pessoa legal por aí, que atenda a algumas poucas especificidades, nada que eu ou você não nos encaixaríamos com perfeição.

Quando não somos de mais ninguém, acaba que percebemos que não é assim que a banda toca, que o mar não está p’ra todo esse peixe e por aí vai! - Chega de ditado popular...

Falo por mim também, mas vejo que isso é mais comum do que se imagina. A mulherada não tem mais onde procurar... ou então, procuram no lugar errado, não sei...

Sei que é assim que acontece... um amigo ou uma amiga juram que tem que te apresentar o cara dos seus sonhos, “você vai ver, vocês têm tudo a ver!” e lá vai você p’ra mais um encontro... com o quê, nem você sabe!

STOP para uma observação mais do que bááásica: quem é que merece um blind date?

Bom, chega o dia, sexta-feira, fato, afinal, quem vai perder um sábado à noite num blind que pode não dar em nada?? Melhor marcar p’ra sexta-feira mesmo...

Ela se emperequeta toda, melhor perfume, roupa nova, “Uau! Que mulher é essa?!”... O casal que propôs a aproximação é quem vai pegá-la em casa, vão para um japa – Fato! Japa é tão clássico quanto Coco Chanel, Ayrton Senna e Pelé juntos!

Chegando lá, aquela mesinha que você senta com a perna cruzada – um hor-ror! - já devidamente reservada, acontece o primeiro olhar. Que meeeedo!

“Bom, até que ele não é dos piores, se for inteligente e me fizer rir, até que passa... veremos...”

Papo vai, sakê vem, começam as gracinhas... O olhar vai ficando mais tchananan (desculpem, não encontrei nenhuma palavra p’ra colocar aqui!, o sorriso vira mordidinha no lábio, os cabelos ficam p’ra lá e p’ra cá, numa dança que nem você entende...

Pedem a conta e, obviamente, o cara vai te levar em casa. No big deal até agora.

No som, uma música estrategicamente selecionada para o momento, se duvidar rola até um CD p’ra esses momentos (rsrs...), e ele estaciona em frente à casa dela.

“Então tá, né?” – eita frasezinha boba...

Ok, não preciso descrever mais, eles se beijam e no dia seguinte... nada.

“Como nada?!?”

Nada ué. Ele não ligou e eu duvido muito que vá.

Acho que um amor “daqueles”, everlasting, não se acha num blind date default desses, duvido. Eu, pelo menos, penso assim...

Ok, ok, posso estar descrente, mas acho que não. As pessoas não vêm dando a menor chance ao amor, não dão mais créditos às outras e assim acabam deixando de lado o que poderia ser o início de uma linda história. Não entendo.

Será que o futuro das relações é esse mesmo? Desprendimento e somente um punhado de lembranças de pessoas que mal o nome a gente vai saber!?!

Reforma

Tô tentando ver a vida sempre pelo lado bom – 100% por influência do Lê - mas sabe quando não dá? Tô tão cansada...

Tanta coisa ainda tá fora do lugar, tem tanto móvel p’ra arrastar, poeirinhas p’ra limpar, enfeite p’ra jogar fora de vez e, simplesmente, eu não consigo!

Cartinha, bilhete, até de presente eu me desfaço, mas lembranças, marcas, conteúdos da alminha do meu coração, isso não, tsc tsc tsc, isso não é renovável, reciclável ou seja lá o termo que você use p’ra isso...

Preciso mudar a cor da parede, mudar com urgência o quadro que está pendurado aqui nessa parede. Essa mudança é mais do que necessária, é essencial p’ra eu enxergar melhor.

No lugar do quadro, vou construir uma janela. Uma janela p’ra abrir meu horizonte, deixar entrar luz. Entrar tudo aquilo que eu, por um tempo, não permiti.

E se eu quiser a mesma parede p’ra colocar o mesmo quadro de novo, daqui há um tempo? Aí, construo tudo de novo. Sempre dá tempo de voltar atrás, não é?

Saturday, November 26, 2005

p'ra um sábado que sol é tudo que a gente não vai ter...

ouvi uma música nova - p'ra mim é novidade.

adorei.

por que ir contra o que a gente acredita? por que parar de pensar em maneiras de dar certo, não necessariamente hoje ou daqui há um ano, mas por que desistir sem ao menos ter tentado?

- - -

Razorlight - Golden Touch

I know a girl with the golden touch

She's got enough, she's got too much

But I know, you wouldn't mind

You could have it all if you wanted

You could have it all if it mattered so much

But then all they know is how to put you down

When you're there, they're your friend

But then when you're not around

They say, 'Oh, she's changed'

We know what they mean

Well they mean, they're just jealous

Because they never do the things they wish that they could do so well

That kind of girl, yes she's never alone

You leave a thousand messages on her phone

But you know you never get through

And you could have it all if you wanted

But I would give it up if I was you

Because all they know is how to put you down

When you're there, they're your friend

But then when you're not around

They say, 'Oh, she's changed'

Oh you know what that means

Well it means they're just jealous

Because they never do the things they wish that they could do so well I saw my girl with the golden touch

Give me a taste but not too much

I never listen to the words of foolsoh oh hey

You won't get it that way

Don't ask for too much

You're gonna need your golden touch

OBS: A foto é de um final de semana ma-ra-vi-lho-s-o em Angra... miss it. miss u...

Friday, November 25, 2005

pensamento em pílulas... I

Bom, hoje, depois de uma sequência de viagens que parecia - parecia!!! - interminável, posso descansar... não que tenha acabado de vez, mas acho que agora vou ter um tempinho "ancorada" por aqui...

É, tô voando demais mesmo... Logo eu, que tenho um medinho confesso de avião: não gosto, acho chato, demorado, enfim, nem as comidinhas me divertem mais. Com isso, para relaxar e tentar fazer com que o tempo passe, eu compro zilhões de Elles, Vogues disso e daquilo, levo livros, faço palavra-cruzada e tudo mais que possa prender a minha atenção. Até escrever, eu escrevo!

A bola da vez foi um livro que ganhei de uma tia muito querida, a Lúcia, chamado "A terceira mulher".
O título pode fazer com que o livro pareça meio chatinho à princípio, mas na verdade é um livro interessante que fala sobre a mulher e sua inserção social ao longo dos tempos. Fala sobre uma tal "convergência unissex" onde homens e mulheres se equalizam e dividem, com toda pompa e circunstância, os mais diversos papéis. Óbvio que muito homem por aí deve achar isso bullshit, ainda mais o homem brasileiro, uma vez que esse fora criado para ser o "macho da casa", mas isso já é tema p'ra outro post.

Quero escrever sobre uma percepção que tive conforme fui lendo o livro e mais a tal série de Elles/ Vogues/ In Style no que diz respeito à "beleza" e sua - se é que poderei chamar assim - "evolução".

Hoje somos bombardeadas por "Compre"/ "Use"/ "Tenha": cremes para área dos olhos, cremes para o cabelo, maquiagem disso e daquilo, tratamentos de milhares de dinheirinhos, moda estilo "Balnéario", moda estilo "Urban", liftings, enfim, um saco... nada é de verdade, tudo é "comprável"... é um "saco" sim, mas todas compram, usam e têm.

Cheguei à seguinte conclusão: não é que ser clean, ter cabelos simples - quando na verdade perdemos horas para ficar com aquele visual- ou possuir, a todo custo, uma pele de bebê que está na moda; o que está na moda é ter vinte e poucos anos, ora!

Mesmo após décadas de lutas por igualdade, libertação de paradigmas, salários equivalentes e tudo mais, as mulheres ainda continuam escravas de espelhos, centímetros e críticas inpiedosas e, muitas vezes, desnecessárias.
Tentam conseguir manter-se magras e jovens por todo o sempre, como se suas vivências fossem menos importantes do que o reflexo do tempo, do que um amadurecimento saudável e uma estampa de quem simplesmente viveu.

Não adianta nada estarmos evoluindo por dentro se, por fora, ainda temos obrigações fúteis de quem parou no tempo. Mas, que besteira isso! Acho sim que o estado de espírito vai refletir quem somos por dentro, independente de termos ou não os tais vinte e poucos anos.

Posso estar pensando desta forma agora por me encaixar na faixa etária desejada por muitas, mas acho que vou preferir uma ruga no cantinho dos olhos a passar horas dentro de um consultório sofrendo e, o pior, pagando muito por isso! Vou preferir ter impressa a ruga de quem muito sorriu a não ter nada, como se fosse mais uma p'ra coleção do Madame Tussaud's...

Tuesday, November 22, 2005

O que tiver que ser...

Todo dia eu vou dormir ouvindo as ondas da praia... nada mal, né? Bom, tem gente que daria tudo p’ra viver isso e já se sentiria totalmente satisfeita. Pena que não penso o mesmo.

É lógico que eu valorizo cada “chuáááá” que me embala até dormir, mas é que tenho tantos outros desejos passeando por aí...

Quero viajar muito, conhecer gente, viver um amor daqueles*, ver arte, falar da vida, me conhecer mais, cantar e cantar e cantar! Ai, ai... suspiros!

Embora acredite que nessa vida não adianta nada forçarmos uma barra p’ra sermos o que nunca fomos, acho que devemos – sim, é um dever! – seguir modelos de sucesso, pessoas-inspiração. Não faz mal a ninguém querer ser tão inteligente e bem-sucedida quanto aquela mulher que atingiu o topo sozinha, self-made woman, ou então ser tão linda como aquelas modelos Victoria’s Secrets... desejos, almejos, chame como quiser, vale a motivação!

Ok, ok... se não der p’ra ser nessa vida, vai ser na próxima ou na que vem depois ou depois, isso é certo. O que importa é ir acumulando a bagagem, ir aprendendo, somando, ensinando.


*daqueles = p’ra chamar de meu, abraçar e não soltar mais, beijar e beijar e beijar. Ser dele e ele ser meu, por livre e espontânea alegria, sempre e p'ra sempre.

Mal entendidos e afins.

Sonhei que o mundo era perfeito e todos tinham somente boas intenções.

Pré-julgamentos, preconceitos ou opiniões infundadas não eram permitidos de forma alguma.

Daí, pensando sobre isso, me pergunto: por que julgamos até mesmo as pessoas que não conhecemos?

Acho que isso se resume ao simples fato de que nunca nos colocamos no lugar do outro quando o assunto é de nosso interesse e de mais ninguém “pode/deve” ser.

Todo mundo tem uma vida, sentimentos aos milhares, uma penca de histórias p’ra contar, tudo igualzinho a gente, então, por que será que não poderiam ser de verdade?

Hoje, mais do que nunca, vejo que é preciso saber ouvir antes de tudo: ouvir os motivos de terem falado aquilo que te magoou, ouvir as razões que levaram alguém a ser como é ou a reagir como o faz, as histórias das vidas que nos rodeiam.

Geralmente olhamos e já temos uma opinião. Muitas vezes eu sou assim, você também, sua família idem. Todo mundo acha que sabe tudo! Ela tem piercing, é punk. Ele tem tatoo, é revoltadinho. Ela só usa saia longa, é santa. Ih, mas a gente pensa tanta coisa antes mesmo de trocar uma palavra com a pessoa... é uma pena, lamentável, uma vez que podemos estar perdendo oportunidades únicas de conhecer gente nova e interessante.

Queria abrir mais meu olhar em relação ao mundo afinal, como diria o outro, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Bons sonhos!

Saturday, November 19, 2005

bigger than my body

When the soul wants, the soul waits...
have a nice weekend, friend...

Thursday, November 17, 2005

Seja um bom menino.

Cuide de sua mãe, certamente ela é a primeira grande mulher da sua vida.

Cuide dos velhos, nunca humilhe ninguém e seja humilde.

Busque a admiração através de atos honestos. Tenha orgulho de ser quem você é, seja você rico, pobre, acordando cedo ou tarde, sendo feio ou maravilhosamente lindo, ature isso e acredite: tudo em nossas vidas têm uma razão.

Esteja sempre presente na vida de quem ama. Tenha amigos, bons amigos. Seja um bom amigo também. Dedique-se.

Trabalhe, rale muito, estude, se esforce para ser o melhor. Mesmo que um dia, alguém, em algum lugar do mundo, o supere por um ou outro motivo, sinta a leveza de sua consciência por ter feito o seu melhor, tentado ao máximo.

Trace metas e corra atrás. Poupe.

Tenha um filho. Ou uma filha.

Jogue bola com ele, surfe, ensine-o a cuidar de uma mulher com carinho e respeito. Diga que elas amam receber flores, embora muitas cismem em não admitir isso.
E se for menina, trate-a como uma princesa. Ensine-a a ser delicada como um flor de liz, como um passarinho que acabou de nascer.

Seja bom com seus irmãos. Esteja sempre por perto.

Pratique esportes, extravaze suas emoções no mar, na areia da praia.

Medite.

Pare para ouvir o seu interior, a sua consciência. Muitas vezes, temos as respostas que esperamos ouvir de outros dentro de nós mesmos.

Seja bom, tenha bons ideais, seja consciente de cada ação ou palavra expressada.
Aprenda a ouvir elogios, agradeça e retribua com carinho e com o desejo de ser melhor a cada dia. Você é tão melhor do que pensa que é...

Seja saudável, evite besteiras, frituras e doces, mas permita-se um pilequinho de vez em quando, quando “necessário”; não faça disso um hobby! Proteja seu interior, seu corpo é único.

Cante, sorria e seja gentil. Você pode estar fantasiado de Bicho-Papão, mas se um sorriso estiver estampado em seu rosto, tá tudo certo!

Ame uma mulher, nem que seja só uma, por uma só vez, uma noite incrível.
Aqueça-a, beije-a, segure-a com firmeza, como se nunca mais fosse fazê-lo.
Fixe esse momento em sua memória e lembre dele quando for bem velhinho com o frescor da alma de um adolescente que acabou de beijar a menina mais linda da sala.
Curta o amor e gaste-o até a última gota!

Saudades, permita-se sentir isso. De alguém que já foi, de alguém que está longe, de seu avô ou de um amor que, por ironia do destino, desencontro de almas, não vingou nesta vida.

Saudades do cheiro da grama que ficava em seu uniforme depois das aulinhas de futebol, daquela professora que despertou em você, pela primeira vez, o interesse no sexo oposto, do gosto do pudim de leite que a sua empregada fazia com primor.

É fechando os olhos e recordando momentos como estes que podemos sentir que estamos muito vivos e que ainda há muito pela frente.

Ouça os mais experientes, porém filtre de acordo com seu bom-senso e sua realidade. Lembre-se que padrões mudam com o tempo.

Acredite em destino.

Sim! Ela vai aparecer e você, por menos que acredite nisso agora, mal vai poder esperar para levá-la ao altar! Ame-a, presenteie-a com gestos simples: na maioria das vezes, palavras sinceras e olhares penetrantes valem muito mais do que as mais impressionantes jóias.

Divida seu teto com alguém, nem que seja para ter certeza de que não é mesmo isso que deseja para sua vida.

Cresça baseando-se no que há de melhor, em casos de sucesso. Todos, homens e mulheres, gostamos do que é bom. Busque isso para você sempre.

Não seja radical, não vá na onda dos outros, não siga a moda à risca. Tem muita gente por aí que te ama do que jeito que você é, pelo simples fato de você ser assim.

Não se atrase, seja transparente e creia que o mundo é muito maior e mais bonito do que tudo que você já viu. Descubra-o! Coragem!

Retribua o que for bom e o que for ruim... bom, o que for ruim, deixe de lado, simplesmente não absorva energias negativas.

Conserve-se juvenil. Homens costumam ser meninos para sempre. Orgulhe-se disso, nós adoramos, eu juro!
Brinque, jogue futebol com seus velhos amigos de faculdade uma vez por semana. Nunca perca o contato com eles.

Não corra! Dirija com cuidado. Hoje em dia isso impressiona uma mulher muito menos do que uma atitude responsável.

Previna-se. Doenças, problemas, enfim, evite preocupações previsíveis e prepare-se pois grande parte do que nos incomoda é imprevisível.

Olha para trás, estenda a mão, você pode precisar que façam o mesmo por você muito em breve.
Chore. Isso não é feio, nem ao menos coisa de menina! É admirável ver que vocês também são de verdade, que podem se emocionar com pequenas coisas. Não tema a sua sensiblidade. Só os grandes a assumem e, geralmente, têm muita razão ao fazê-lo.

Sinta-se livre mesmo que uma esposa+filhos ou uma namorada o esperam em casa. Tenha seu espaço e faça com que todos entendam que isso é essencial.

Valorize a vida e, por mais inútil que seja esse último conselho...

Por favor, meninos, abaixem a tampa do vaso depois de fazer pipi!

Ser solteiro é bom, mas...

Numa dessas revistas femininas, em meio às matérias sobre maquiagem e outfits, encontrei um texto que me fez parar p’ra pensar. Pode ser um tema recorrente, assunto até chato p’ra muitos, mas a questão é que enquanto homens e mulheres existirem, esse assunto vai ser discutido: um relacionamento a dois pode ser duradouro? Vale a pena trocar sua liberdade por essa vida?

Pode chamar como quiser: de amor a rolo, de tico-tico no fubá ou amizade colorida à paixão avassaladora, não importa. Quando duas pessoas se conhecem sempre surgem as perguntas, esperanças – “será que é agora?” – dúvidas, inseguranças, friozinhos na barriga a cada encontro. Tudo que é novo traz, no mínimo, curiosidade, certo?

Ir jantar, curtir um cineminha, um DVD em casa com direito a edredom, tudo isso é ótimo. Saber transformar um dia comum num dia mais do que especial é tudo que desejamos, isso sim é encontrar parceria nessa vida! Mas, por que então não é sempre assim?

Vejo que muitas vezes acabamos deixando de lado grandes oportunidades por não nos encontrarmos num momento propício, por não querermos assumir compromissos, por não conseguirmos de jeito algum acreditar que aquele é o cara, aquela é a garota. Não conseguimos conciliar vida profissional com pessoal, inventamos desculpas, saimos com pessoas que, como diria Martha Medeiros, são desabitadas, preferimos estar com amigos, ir às festinhas da moda e, sem querer querendo mesmo, nos acostumamos com essa vida de solteiro. Não que eu a ache ruim, afinal, tudo nessa vida tem seu lado positivo, mas tô achando que há limites!

Não dá p’ra negar que, por algum tempo, é muito bom ser só, all by yourself. Cair na farra, praia com amigos sem pressa, gente nova a cada final de semana sem ter que dar um tiquinho de satisfação, putz, isso é coisa dos deuses!

Nessa fase leve e solta, você faz de tudo. Viaja sem planejar em cima da hora mesmo, se joga no colo de pessoas que também não buscam compromissos. Não adianta ninguém querer firmar algo mais sério, você quer mesmo é curtir, tá fechado p’ra balanço e “ai!” de quem não compreender isso. Nem música de amor, nem poema apaixonado, não, nada o comove, nem derrete essa idéia do seu coração lacrado, on vacation, come back next year. Trancamos as portas p’ra evitar invasões bárbaras, longo prazo não é visão comum e praticamos somente o agora, sem pensar em futuro, até que...

Até que conhecemos aquele(a) que, por acidente, nos faz cair na real, derrete nosso coração, quebra o paradigma, trás à tona uma enxurrada de sentimentos deliciosamente bobocas e acalma a inquietude que nos fazia sair todo dia, buscar nas boates, ajuntamentos de corpos mais do que distantes, olhares que pudessem mudar o destino e bocas que lacrassem na nossa como se fossem ser as últimas a fazer isso.

Você começa a ver que namorar, ter um alguém p’ra dividir a vida é estimulante sim e pode ser diferente a cada dia, depende de você. Cada etapa gera um valor: trocas de olhares, conversas a dois, descobertas da vida alheia, vontade de pegar e não largar nunca mais, de morder, de...
Quando há reciprocidade, não há porque não nos entregarmos aos sentimentos e inventar formas de conquistar cada vez mais o nosso amor. Por que não fazer de cada dia uma festinha a dois, evento único?

Desse texto escrito por um homem – Pasmem! Um homem me inspirou a escrever sobre namorar! - captei nas entrelinhas o que sempre tomei como verdade na vida: não tem porque não querer ficar junto se sentimos que bateu, que combinou, que, como dizem, teve química. Pode ser só por hoje, pode ser efêmero, mas por quê não deixar simplesmente ser?

Quando estou junto com alguém não passa pela minha cabeça querer trair ou machucar seja lá de qual forma o meu amor. Estaria machucando a mim mesma. Há muita coisa a aprender com um outro, podemos até nos espelhar nas relações de sucesso que conhecemos e admiramos mas, acima de tudo, devemos buscar a felicidade, o entendimento e ir contra à tal rotina. Para o namoro valer a pena, creio que seja preciso receber e dar apoio, entender as manias, saber que ninguém é posse de ninguém e sim, apenas bons companheiros ao longo da jornada: de festas mega badaladas a passeios tranquilos pelo Jardim Botânico, de papos-cabeça sérios à horas de papo p’ro ar, falando besteira e rindo do mundo todo.

Viver a realidade com um objetivo comum, ser seguro, acreditar em quem está do nosso lado, confiar. Confiança se constrói com conversa. Muita! Aprendi isso com o tempo, com as pessoas.

Por tudo que pensei ao ler o tal texto, acho que deu p’ra perceber qual o final da frase que escolhi p’ra o título desse post, não é?

Não me arrependo de ter namorado tanto, vivido a dois com quem vivi e não me arrependo nem um pouco de ter trocado meus dias e noites (e que noites!) de solteira pela emoção de estar apaixonada.

A vida de solteira é nota mil, fantástica e divertidíssima, mas euforia maior do que essa sei que não se alcança sozinho e, por isso, apesar até de achar que já o encontrei, continuo procurando a pessoa ideal, especial por dentro e por fora, que me faça ser dele e só dele, hoje e sempre. Que faça valer cada silêncio, cada toque, cada “bom dia!”.

Acredito no amor p’ra sempre, no dividir a cama com perfeição, acredito no “até que a morte os separe”, nas juras que saem das bocas quando amamos, no sonho delicado de ser de alguém. Mas, acredito mais ainda que o destino nos prepara momentos e que não há porquê querer correr atrás de algo que não está p’ra acontecer por agora. Por isso, digo que vivo o hoje e quanto ao amanhã... bom, amanhã é amanhã.

Monday, November 14, 2005

I LUV Feriado!


Semana passada foi o caos. Trabalho full-time, sexta-feira até muuuito tarde no escritório, viagens em cima da hora, aeroporto e mais aeroporto, enfim, a pessoa cansa!

Hoje, segunda-feira, estou eu, em casa - "liberalidade" da querida empresa na qual trabalho.

A expressão "dia lindo" é ínfima p’ra definir o que eu tô vendo daqui. O dia está mega-ultra-lindo e eu resolvi registrar isso aqui antes de colocar o biquíni e correr p’ra areia!

Ok, amo Sampa, adoro visitar, até moraria lá fácil por um tempo, mas... tem coisa melhor do que ser carioca nesses momentos? Não, no way!

É aquilo, né? Poder começar alguma conversa com o usual "olha só..." e não ser mal interpretado, ser marrento porque pode ser(!), dar inveja nos "não cariocas" pelo simples fato de sermos cariocas, indignar-se com a inveja dos "não cariocas" com o habitual "faaala sério", tratar tanto homens quanto mulheres de "cara" sem que isso seja considerado afronta, comer pizza com catchup sim – e ainda por cima, pizza “fim-de-carreira” da Guanabara!

Eis, com algumas adaptações minhas, meus orgulhos:

· Ter certeza de que esta é a cidade mais linda do mundo sempre que o avião ta aterrisando no SDU! Isso é muito, muito lindo, principalmente quando chego no final da tarde, pôr-do-sol!
· Aplaudir o pôr-do-sol de qualquer ponto do nosso litoral incrível!
· Fazer pré na casa de amigos!
· Comer no BB Lanches depois da night!
· Chegar na boate às 2 da manhã e cumprimentar geral!
· Ver o nascer do sol na praia depois da night enquanto deixamos os amigos em casa!
· Ficar feliz com o horário de verão começa, porque isso significa uma hora a mais na praia!
· Trabalhar com vista p’ro mar!
· Correr na praia todo dia simplesmente por morar perto dela!
· Torcer para alguma escola de samba!

· Desfilar pela Sapucaí!
· Blocos de Carnaval!
· Angra!
· Búzios!
· Baixo Gávea!
· Passar horas na academia, nem que seja fazendo social
· Fazer amigos na praia
· Ir ao shopping fazer... ir ao shopping?! Isso é coisa p’ros nossos vizinhos!
· Morrer de rir ao ver paulistas dançando funk na televisão, como se esta fosse a última moda
· Pôr-do-Samba no Jockey
· Usar os engarrafamentos para comprar biscoito Globo e apreciar a paisagem
· Mateiros de latão em toda a orla

E viva o Rio! Bom feriado a todos e deixa eu ir que há uma praia inteira me esperando! rs... bjs!

obs rápida: foto tirada do meu cel ontem, voltando de Itaipava com a Mari, chegando em São Conrado! lindo, não?

Monday, November 07, 2005

3, 2... E tá chegando a hora!

Daqui a pouco começam os anúncios do "super-empolgante" show da Virada, o Papai Noel toma conta das campanhas e lá estamos nós, comprando presentes p'ra tia que mora láááá longe, p'ro amigo que tá na China e por aí vai.

Já notou que esse ano voou? O clima já é de final de ano!

Estamos em Novembro, o verão quase aí, shoppings enchendo, vitrines mudando e a expectativa em torno de grandes acontecimentos cresce e gera pensamentos randômicos que chegam a fazer cosquinha na barriga de tão empolgada que já estou!

Parece até que os eventos rotineiros dão lugar a um sentimento de renovação e chega a dar uma dó enorme de ver essa "Pressa Divina"... sei lá como denominar essa rapidez com a qual as coisas acontecem!

Já posso dizer que em 2005 fui envolvida por completa nessa renovação que, mesmo sem saber, eu procurava há tempos; renovação essa que faz o mundo moderno girar tão depressa e que vem tão bem disfarçada, tão embalada com carinha de bons momentos, que a gente acaba nem percebendo.

Renovar, afinal, é algo muito positivo e traz um diário gosto de Ano Novo às nossas vidas.

Um amor, um amigo, um abraço ou, até mesmo, um erro novo, em tudo há algo de maravilhoso implícito.
O universo é tão incrível e tão poderoso que conspira a todo tempo em nosso favor!
Hoje digo sem pestanejar: a boa é olhar o mundo de forma positiva e crer que, renovar é, acima de tudo, aprender!
E vamo que vamo porque ainda falta um pouquinho p'ras tacinhas fazerem tin-tin!!!
:-)

obs 1: escrevi isso ouvindo Gin Blossoms - I'll Follow You Down. Eita musiquinha fofa! Adoro muuuuito e tem um ritmo total "dirigindo-um-carro-conversível-naquelas-estradas-de filme-com-uma-vista-animal-p'ro-mar-e-com-um-amor-daqueles-do-lado"! Ai, ai... Delícia de sonho!

obs 2: esse texto vai p'ra Mari, uma "irmã" minha que foi a grande responsável por esse ano ser o que foi! Prometeu e cumpriu, amiga!
Resumindo o ano em uma palavra no nosso "amizadês": "Adooooooooooooooooro"!!!!
Amiga, te amo!

Friday, November 04, 2005

hard...

poeta triste... mas muito bonito. vale uma lida...

Uninvited (Unknown)

"Não, você não está permitido a viver mais no meu coração.

Você não é mais o convidado de honra, que senta ao meu lado e ri comigo a noite toda.
Saia, saia agora, por favor. Me deixe como combinamos: só. Nem flores, nem bombons, você agora traz saudade e é essa dor, querido, que eu não quero mais. Obrigada por oferecer, mas você não pode me ajudar.

Não, você não pode mais me causar tanta ressaca, mar batido mesmo, tanta falta de esperança. Sou forte sim, sou capaz de seguir só, sem você. Daqui p’ra frente, conto comigo mesma.

Não, não posso mais encontrar vestígios seus por aqui e me surpreender com isso. Acabou, não é? De dentro do meu coração vou começar a recolher as suas coisas, suas imagens, suas lembranças: foto feliz, papel de bombom, pétala da rosa do primeiro buquê. O que ecoa aqui dentro agora é tristeza, cada lágrima minha que vai ao chão, vai como se fosse a garoa da minha alma.

Não, não vou mentir. Te quero mais do que tudo. Por que assim tem que ser? Por que o meu querer não basta? Tem que ser assim, tão unilateral? Seja fraco, ceda logo! Estou aqui, estou pronta. Me leva vai, me leva nos seus sonhos, aventuras, seus desejos. Sou sua princesa, salvadora, ninfa, godess.

Não, não dá. Sem você, definitivamente, não ."

Tuesday, November 01, 2005

body & soul ou seria só "body"?!

Vendo TV ontem à noite, comecei a pensar sobre os padrões, sobre no que as pessoas acreditam, uma vez que a sociedade toda segue “regras” específicas, uma vez que somos levados a crer que é melhor “assim e não, assado”.

Atualmente, tudo é tão “perfeito” que assusta! Seja nas capas de revistas, seja na TV mesmo, todos os corpos são milimetricamente delineados e, muitas vezes, as cabeças pensam como devem pensar, e não como desejam. Não é muito chato isso? Eu, sinceramente, acho.

Bom, eu tento viver da melhor forma possível, abstraindo esse tipo de enquandramento social. Vivo dentro do que acredito ser verdade, ter boas relações, lidar com as minhas conquistas e amadurecer com as minhas derrotas. Não vendo o “peixe da felicidade” afinal, sou 100% humana e me permito falhar de vez em quando. Quando conheço alguém, trato de não criar expectativas, apenas vou devolvendo o que recebo. As pessoas são o que são e hoje vejo que as melhores relações são aquelas que prezam a liberdade individual.

Quanto ao sexo oposto, vamos combinar que não precisamos de perfeição para que haja a tal da conquista, né? No meu caso, o cara tem que ser autêntico. Nada de clichês, chega! E olha que sei do que falo...

A particularidade de cada um é o que o torna interessante, fato. Quem não está à vontade consigo, busca um ideal de “corpo-carro-roupa-amigos” não tem chance comigo. Também acho não me apaixonaria por um homem que não admiro. Aquele homem–modelo não me atrai mais. Homem precisa pensar muito, ter problemas de verdade, preocupações de gente grande, ser interessante, trabalhar, ralar muuuito e ter inquietudes normais de qualquer ser humano! Tem que ter assunto, né gente?! Quem não gosta?!

Não estou indo contra à maré não, querendo que todo mundo seja mais cheinho, relaxado. Levanto a bandeira da beleza, mas aquela beleza viável, possível e saudável. Antes de qualquer bumbum empinado, sou a favor de uma cabeça maravilhosa, cheia de planos, bom humor e alegria.

Eu mesma me encaixo na categoria das vaidosas, tenho certeza disso. Adoro um gloss, perfuminho, laço, coisa de “mulerzinha”. Lógico que quero gostar do que vejo no espelho – e quem não quer? - mas acho que o limite p’ra busca da perfeição é o tal do bom-senso. Não dá p’ra ser top model se você tem estrutura óssea grande... não dá p’ra fazer um estilo mignon quando se tem 1.80m! Muito me perturba aquela pessoa que não tem defeitinhos deliciosos, que é impecável, corpo de David ou Vênus de Milo.

Não tolero seguir padrões por seguir, frustar-se por causa de uma aparência não alcançada. Estragar o que tá dentro por causa do que tá aqui fora? Sem chances!

Nada melhor do que olhar e ver que é real!